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Planejamento das olimpíadas de conhecimento em ciências das plantas daninhas
Matheus Buffon Zamarchi, Anderson Luis Nunes Gabardo, Gabriel Rosanski Balico, Roberto Saggin Visoto, Millena Cirino Rodrigues, Jean Vitor Girardelo Bedin

Última alteração: 16-10-2025

Resumo


A olimpíada de conhecimento em ciências das plantas daninhas, que será promovida, surge como uma iniciativa educacional e científica que busca aproximar teoria e prática no manejo dessas espécies. Além de estimular a formação técnica, a ação também valoriza a cooperação entre instituições e fortalece a troca de experiências entre estudantes das ciências agrárias. O processo de planejamento e de preparação para a primeira edição está em fase de execução, onde o evento será realizado em novembro de 2025, no Campus Sertão, reunindo 10 equipes compostas por três integrantes, sendo sete equipes do próprio campus e três representantes dos campi Bento Gonçalves, Vacaria e Ibirubá. A competição será composta por quatro etapas avaliativas. A primeira avaliação será de identificação de espécies de plantas daninhas que serão cultivadas em casa de vegetação, sendo selecionadas 25 espécies de ocorrência nacional, além da identificação de sementes de 10 espécies, com duração de 45 minutos. A segunda avaliação é de sintomatologia de herbicidas, onde serão preparadas bandejas podendo cada uma conter diferentes mecanismos de ação (Inibidores de ALS; ACCase; EPSPs; GS; PPO; FSI; FSII; HPPD; DXP; DHP; AGCL; e mimetizadores de auxinas) e uma bandeja sendo a testemunha, a aplicação na bandeja será dividida em pré e pós emergência, utilizando culturas de interesse (soja; milho; trigo e aveia) e plantas daninhas (Euphorbia heterophylla, Amaranthus hybridus, Lolium multiflorum e Eleusine indica), podendo ter alteração conforme a disponibilidade. Cada participante terá 50 minutos para identificar os sintomas e registrar o respectivo mecanismo de ação. Todas as aplicações serão realizadas 15 dias antes da avaliação, utilizando pulverizador costal pressurizado a CO₂, com vazão de 150 L ha⁻¹.  A terceira avaliação será de conhecimentos teóricos em herbologia com duração de 1 min para cada questão, e calibração de pulverizador pressurizado a CO₂, com duração de 5 min. A quarta avaliação será de recomendações técnicas de manejo de plantas daninhas. Para isso serão preparadas parcelas de 4 x 4 m com culturas de interesse e plantas daninhas, onde o participante terá 15 min para propor o manejo. Todas as provas serão aplicadas com um critério rigoroso, assegurando a avaliação das competências de cada participante, e a classificação final será definida pela soma das pontuações obtidas. Além de estimular o aprendizado dinâmico e prático, a olimpíada busca fortalecer a formação de futuros profissionais capacitados a enfrentar os desafios do manejo de plantas daninhas, alinhando ensino, pesquisa e extensão.


Palavras-chave


Sintomatologia; Plantas daninhas; Formação técnica.