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Análise quantitativa de compostos fenólicos (fenóis e flavonoides) em diferentes partes de Passiflora elegans Mast. (folhas, pericarpo e polpa)
Leonardo Ecco Dupont, Juliana Márcia Rogalski, Rafaela Schmittz Irschlinger, Fabiane Rugiski, Letícia Franco Hochmann, Denise Bilibio

Última alteração: 10-10-2025

Resumo


A espécie nativa Passiflora elegans Mast. (maracujá-de-estalo) é uma liana da família Passifloraceae, com reconhecido potencial nutricional e medicinal, encontrada em regiões específicas do Brasil. Os fenóis e flavonoides são compostos bioativos com propriedades antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento celular e contribuir para a proteção do sistema imunológico. Este estudo teve como objetivo quantificar os compostos fenólicos totais (fenóis e flavonoides) em folhas e frutos (pericarpo, polpa fresca e polpa congelada por 15 dias) de P. elegans. As amostras foram obtidas de 10 indivíduos coletados no município de Ibiaçá (RS). As folhas foram higienizadas e secas a 40 °C em estufa de circulação de ar (MarqLabor, NBR ISO/IEC 17025) por 44 horas, posteriormente trituradas em moinho e utilizadas para preparo dos extratos (1 mg mL⁻¹ para fenóis totais e 10 mg mL⁻¹ para flavonoides). Para os frutos, os extratos foram preparados em etanol 70%, nas concentrações de 10 mg mL⁻¹ (pericarpo) e 100 mg mL⁻¹ (polpa com sementes). A quantificação dos fenóis totais foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteau, com leituras em espectrofotômetro a 760 nm, expressas em g de ácido gálico equivalente (AGE) por 100 g de amostra. Já os flavonoides totais foram determinados a partir da curva padrão de catequina, com leituras a 510 nm, expressas em g de catequina equivalente (CE) por 100 g de amostra. As análises foram conduzidas no Núcleo de Experimentação e Estudos Analíticos do IFRS – Campus Sertão, e os resultados foram avaliados por meio de estatísticas descritivas (média ± intervalo de confiança, α = 0,05). As folhas apresentaram, em média, 2,18 ± 0,52 g de AGE e 0,78 ± 0,28 g de CE. Os frutos, apresentaram em média: polpa fresca 0,05 ± 0,13 g de AGE e 0,015 ± 0,02 g de CE; polpa congelada 0,06 ± 0,15 g de AGE e 0,02 ± 0,03 g de CE; e pericarpo 0,28 ± 0,006 g de AGE e 0,055 ± 0,001 g de CE. Comparada a outras espécies do gênero Passiflora (P. alata, P. edulis, P. setacea e P. tenuifila), P. elegans apresentou valores de flavonoides relativamente menores. Ainda assim, os resultados de fenóis totais reforçam o potencial alimentício e medicinal da espécie, evidenciando sua relevância como recurso funcional e nutracêutico.

Palavras-chave


Espécie nativa; Antioxidantes; Pequenos frutos.