Última alteração: 10-10-2025
Resumo
A atividade leiteira é essencial para o desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Sul, gerando emprego e renda para muitas famílias rurais. A extensão universitária promove a troca de conhecimentos técnicos entre estudantes e produtores, focando na biosseguridade e em práticas adequadas durante a produção de leite, garantindo um produto dentro dos padrões sanitários, já que a qualidade do leite pode ser influenciada por índices zootécnicos ligados ao manejo e conservação do leite. No primeiro semestre de 2025, elaborou-se um roteiro diagnóstico para orientar as observações in loco, verificando condições de produção relacionadas à qualidade e higiene do leite. No segundo semestre, foram realizadas entrevistas em doze propriedades distribuídas em oito municípios da região norte do Rio Grande do Sul. Com base nos dados coletados, identificaram-se dificuldades nos processos de manejo da ordenha, higienização dos equipamentos e na biosseguridade das propriedades. Os participantes são majoritariamente pequenos produtores que usam mão de obra familiar e enfrentam dificuldades na adoção de práticas padronizadas exigidas pelas Instruções Normativas que regem a qualidade do leite. Paralelamente, o estudo avaliou, ao longo de três meses, parâmetros do leite, como proteína, gordura, contagem de células somáticas e contagem padrão em placas, possibilitando uma análise detalhada da qualidade do produto. Os resultados mostraram que propriedades que aplicam corretamente pré e pós-dipping apresentam menor incidência de mastite, impactando positivamente na qualidade, produtividade e rentabilidade do leite. No entanto, algumas propriedades apresentam falhas, como salas de refrigeração sem barreiras de proteção e ausência de testes periódicos importantes, como o teste da caneca de fundo preto e o California Mastite Test (CMT). Por meio do diálogo e acompanhamento técnico, os produtores implantaram melhorias que refletiram em maior qualidade do leite e melhor retorno financeiro. Os resultados indicaram falta de informações e assistência técnica nas propriedades, especialmente ausência de treinamento da mão de obra, dificuldades de infraestrutura e uso de procedimentos inadequados. Foram fornecidas orientações para os produtores sobre a importância de aperfeiçoar o manejo, proporcionando mudanças que impactaram positivamente a qualidade e higiene do leite. Assim, a interação proporcionada pela extensão entre discentes e produtores aprimorando as técnicas produtivas, fortalece a cadeia regional, eleva os padrões de qualidade do leite e promove o desenvolvimento sustentável da atividade, além de fornecer aprendizados práticos aos discentes e consolidar a extensão como processo de troca bidirecional de conhecimentos.