Última alteração: 13-10-2025
Resumo
Jardins sensoriais são espaços planejados para estimular os sentidos do corpo humano por meio da interação direta com elementos naturais, possibilitando experiências educativas, inclusivas e terapêuticas. O presente trabalho teve como objetivo criar e aplicar atividades práticas e lúdicas no Jardim Sensorial do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Sertão, promovendo o desenvolvimento sensorial e a conexão dos visitantes com a natureza. O jardim foi projetado em local plano e sem obstáculos, garantindo acessibilidade, com floreiras posicionadas a 1,3 metro de altura, possibilitando o acesso de pessoas com diferentes necessidades físicas. O público-alvo foi composto por visitantes de escolas e instituições públicas da região Norte do Rio Grande do Sul, principalmente grupos com necessidades especiais e/ou em situação de vulnerabilidade social. As visitas foram guiadas e seguiram um roteiro estruturado, contemplando setores voltados aos cinco sentidos: visão, tato, olfato, paladar e audição. No setor visão utilizaram-se plantas com cores diversas, como gazânias, margaridas-africanas, gerânios e kalanchoes. O setor paladar contou com ervas como planta-stevia, salsa, hortelã, orégano e melissa, permitindo aguçar as papilas gustativas. O setor tato foi composto por elementos naturais, como pedras, cascas de árvores e folhas secas, além de espécies com texturas variadas, como peixinho, pata-de-elefante, suculentas e aspargo. Para o olfato, empregaram-se ervas aromáticas, como lavanda, alecrim, sálvia, manjericão, cebolinha e knorr. No setor audição utilizaram-se sinos de vento e uma fonte de água movida a energia solar, aliados aos sons naturais, como vento e canto de pássaros. Após a exploração guiada, os visitantes participaram de atividades práticas e lúdicas. Na trilha sensorial, os estudantes vendados caminharam sobre diferentes superfícies, como grama, argila expandida, pedras, cascas de árvores e folhas secas, identificando texturas com o tato dos pés. Nas caixas sensoriais, reconheceram materiais naturais por meio do tato, olfato e paladar. A técnica de decalque de folhas, realizada com lápis 6B, permitiu evidenciar formas e nervuras foliares. Jogos de tabuleiro e memória abordaram conteúdos de forma lúdica, e o jogo de argolas estimulou visão e coordenação motora. A experiência demonstrou que a estimulação dos sentidos promoveu consciência corporal e sensorial, contribuiu para novas conexões neurais e reduziu estresse e ansiedade. Assim, o jardim sensorial constitui uma metodologia ativa que promove bem-estar, inclusão e aproximação com a natureza.