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Efeitos de bioinsumos sobre produção de forragem e persistência de perfilhos em dossel de Azevém sob desfolhação intermitente
Elisabete De Marco, Jorge Nunes Portela, Hernani Alessandro Dill, Isabela Figueira dos Santos, Thalles Sampaio Dias Cabral, Pedro Jean Bilhar Lima

Última alteração: 10-10-2025

Resumo


O azevém é uma forrageira de inverno de destaque devido à sua elevada produtividade e ao valor nutricional. Sua produção está diretamente relacionada à disponibilidade de nitrogênio e à ação de microrganismos simbiontes presentes no solo. Entre eles, a bactéria Azospirillum brasilense atua como bioinsumo, favorecendo a fixação biológica de nitrogênio e estimulando o desenvolvimento e a diferenciação dos fitômeros que originam os perfilhos. A pesquisa tem como objetivo avaliar a incorporação de Azospirillum brasilense sobre a produção de forragem e dinâmica de perfilhamento de Azevém (Lolium multiflorum Lam.). O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com três tratamentos denominados:  T1 - Azevém em cultivo estreme; T2 - Azevém com adubação de cobertura na dose 40 kg de N/ha; T3 - Azevém com Azospirillum brasilense e a cobertura com 40 kg de N/ha. Foram utilizadas seis repetições, representadas por parcelas com dimensões de 4 x 6 metros e o manejo de corte da forragem, quando o dossel atingia altura de 25 cm e resíduo de 10 cm, momento em que eram coletadas as amostras de forragem na altura de desfolhação e quantificado a densidade de perfilhos. A taxa de crescimento vertical (TCV) do dossel foi obtida como produto entre a altura de entrada e resíduo do ciclo anterior dividido pelo intervalo em dias que durou cada ciclo de pastejo. Identificou-se efeitos de tratamento e período para a utilização das tecnologias de adubação nitrogenada e uso de bio insumos (bactéria Azospirillum brasilense), como prolongadores dos ciclos de produção de forragem. A resposta em persistência produtiva da planta ocorre pela maior densidade de perfilhos e TCV do dossel. A produção de foragem foi superior para os T2 e T3 comparativamente ao T1, sendo 77,7 kg, 77,3 kg e 53,4 kg MS/ha. A TCV foi de 0,44 cm/dia para T2 e T3 diferindo da T1 que respondeu com 0,31 cm/dia. A densidade de perfilho foi de 2308 perfilhos/m² diferindo da T2 e T1. Portanto, o uso da bactéria Azospirillum brasilense, contribui para o aporte do nitrogênio, elemento estratégico para divisão e crescimento celular de lâminas, bainha e colmo, que representa a forragem produzida. A interação entre doses de adubo nitrogenado e a inclusão da bactéria no processo de semeadura responde por maior produção de forragem em ciclos mais prolongados, condição buscada nos sistemas de planejamento.


Palavras-chave


Azospirillum brasilense; Nitrogênio; Persistência de perfilhos.