Última alteração: 10-10-2025
Resumo
O azevém é uma forrageira de inverno de destaque devido à sua elevada produtividade e ao valor nutricional. Sua produção está diretamente relacionada à disponibilidade de nitrogênio e à ação de microrganismos simbiontes presentes no solo. Entre eles, a bactéria Azospirillum brasilense atua como bioinsumo, favorecendo a fixação biológica de nitrogênio e estimulando o desenvolvimento e a diferenciação dos fitômeros que originam os perfilhos. A pesquisa tem como objetivo avaliar a incorporação de Azospirillum brasilense sobre a produção de forragem e dinâmica de perfilhamento de Azevém (Lolium multiflorum Lam.). O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com três tratamentos denominados: T1 - Azevém em cultivo estreme; T2 - Azevém com adubação de cobertura na dose 40 kg de N/ha; T3 - Azevém com Azospirillum brasilense e a cobertura com 40 kg de N/ha. Foram utilizadas seis repetições, representadas por parcelas com dimensões de 4 x 6 metros e o manejo de corte da forragem, quando o dossel atingia altura de 25 cm e resíduo de 10 cm, momento em que eram coletadas as amostras de forragem na altura de desfolhação e quantificado a densidade de perfilhos. A taxa de crescimento vertical (TCV) do dossel foi obtida como produto entre a altura de entrada e resíduo do ciclo anterior dividido pelo intervalo em dias que durou cada ciclo de pastejo. Identificou-se efeitos de tratamento e período para a utilização das tecnologias de adubação nitrogenada e uso de bio insumos (bactéria Azospirillum brasilense), como prolongadores dos ciclos de produção de forragem. A resposta em persistência produtiva da planta ocorre pela maior densidade de perfilhos e TCV do dossel. A produção de foragem foi superior para os T2 e T3 comparativamente ao T1, sendo 77,7 kg, 77,3 kg e 53,4 kg MS/ha. A TCV foi de 0,44 cm/dia para T2 e T3 diferindo da T1 que respondeu com 0,31 cm/dia. A densidade de perfilho foi de 2308 perfilhos/m² diferindo da T2 e T1. Portanto, o uso da bactéria Azospirillum brasilense, contribui para o aporte do nitrogênio, elemento estratégico para divisão e crescimento celular de lâminas, bainha e colmo, que representa a forragem produzida. A interação entre doses de adubo nitrogenado e a inclusão da bactéria no processo de semeadura responde por maior produção de forragem em ciclos mais prolongados, condição buscada nos sistemas de planejamento.