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Rendimento em soja: genética, manejo ou ambos?
Última alteração: 16-10-2025
Resumo
Nos últimos 50 anos, a produtividade da soja aumentou consideravelmente no sul do Brasil. Isso se deve à interação de fatores, como genética, manejo e clima. Nesse sentido, essa revisão bibliométrica sistematizou dados da literatura com o objetivo de apresentar um panorama dos principais resultados dos estudos atuais sobre soja, mudanças climáticas e rendimento no Rio Grande do Sul. Foram utilizadas as palavras-chave soybean productivity, climate change e Southern of Brazil para o período de tempo de 2020 a 2025 na base de dados Web of Science. Foram selecionados 09 artigos que continham as palavras-chave no título. Os dados foram apurados utilizando o software Bibliometrix. Os resultados mostraram que o aumento anual do rendimento de soja no Rio Grande do Sul depende de melhorias no manejo (44%), melhoramento genético (42%) e manejo diante das mudanças climáticas (14%). A escolha da cultivar e da data de semeadura representam uma lacuna de 995 kg/ha. A disponibilidade da água durante o ciclo de desenvolvimento representa uma lacuna de 2.006 kg/ha, enquanto a gestão, como escolha de cultivares, nutrição de culturas, densidade de plantas e sistemas de cultivo representa uma lacuna de 1.437 kg/ha. O perfil de enraizamento mais profundo contribuiu com ganhos de rendimento de aproximadamente 300 kg/ha, seguidos por transpiração limitada em função do déficit de pressão de vapor e menor encurtamento induzido pela seca do período de enchimento de grãos. A relação entre genótipo, lacuna de ambiente e lacuna de gerenciamento pode ser fechada com ajustes nas práticas de manejo. Dentre elas, a escolha da época de semeadura, correção e adubação do solo, irrigação complementar e rotação de culturas fornecem um rendimento mais seguro diante do cenário climático.
Palavras-chave
soja; mudanças climáticas; produtividade; Rio Grande do sul; revisão bibliométrica.