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Impacto das chuvas de maio de 2024 na disponibilidade de potássio nos vinhedos da Serra Gaúcha
Augusto Rizzardo Bettoni, Diovane Freire Moterle, Ana Júlia Cardoso dos Santos, Francisco Enderle, Eduardo Fernando Stroeher

Última alteração: 11-12-2025

Resumo


A viticultura é a principal atividade agrícola da Serra Gaúcha. O ano de 2024 foi marcado pela ocorrência de um evento extremo no Rio Grande do Sul, com chuvas de até 688 mm no mês de maio. Avaliar os impactos deste fenômeno na fertilidade do solo é de grande importância para essa atividade. A partir disto, o trabalho tem por objetivo avaliar o impacto das chuvas de 2024 nos níveis de potássio em solos cultivados com videiras adultas na Serra Gaúcha e entender sua dinâmica em situações como a presenciada. Foi realizada coleta de solo de forma estratificada em 18 locais da região. A estratificação foi determinada a cada 1 cm até os 10 cm de profundidade, a cada 2,5 cm dos 10 a 20 cm e a cada 5 cm dos 20 aos 40 cm do solo. Essas amostras foram analisadas no Laboratório de Solos do IFRS - Campus Bento Gonçalves através do método Mehlich-1 e comparadas as diferenças dos teores de potássio entre as profundidades com resultados obtidos no ano anterior para dimensionar o impacto das chuvas nos níveis de K em duas classes de capacidade de troca de cátions (CTC), 7,6 a 15 e 15,1 a 30 cmolc dm-³. Como resultados encontrados, observamos diferenças conforme o índice CTC do solo. Dentro das duas classes de CTC em que os solos do projeto se enquadraram, onde se presenciou CTC entre 15,1 e 30 cmolc dm-³, não houve mudança de distribuição significativa do K, grande parte das camadas se mantiveram acima do teor crítico para a cultura da videira no que se refere a necessidade deste nutriente, ou seja, grande parte das camadas se mantiveram com valores acima de 110 mg dm-³ de potássio. Para os solos que possuem CTC entre 7,5 e 15 cmolc dm-³, houve uma redistribuição do nutriente no perfil, com as camadas mais profundas atingindo valores mais próximos das superficiais, além de atingirem o teor crítico do K para a videira, que corresponde a 90 mg dm-³ de potássio. Como fenômeno, podemos então assumir que houve uma lixiviação do nutriente no perfil do solo quando a CTC do mesmo era menor. A partir deste estudo, é possível entender como a dinâmica de fortes chuvas em um curto período de tempo influencia na disponibilidade de K, tendo efeito fundamentalmente em solos com menores índices de CTC.

Palavras-chave


CTC; lixiviação; profundidade.

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