Última alteração: 11-12-2025
Resumo
As plantas daninhas representam um dos principais entraves à agricultura moderna, pois competem por luz, água e nutrientes, reduzindo significativamente a produtividade das lavouras, sendo que a presença de espécies de difícil controle, aliada à resistência crescente a herbicidas, torna o manejo cada vez mais complexo e leva agricultores a recorrerem a misturas ou rotações de princípios ativos. Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial da associação de herbicidas inibidores da PROTOX com glufosinate no controle da cravorana (Ambrosia artemisiifolia). O experimento foi conduzido em casa de vegetação no município de Sertão-RS, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições, envolvendo seis curvas de dose-resposta a partir da combinação de glufosinate (0; 25; 50; 100; 200; 400 g ha⁻¹) e carfentrazone (0; 1,875; 3,75; 7,5; 15; 30 g ha⁻¹). As avaliações de controle foram realizadas aos 3, 7, 14 e 35 dias após a aplicação (DAA), juntamente com a massa seca (MS) na última avaliação, e os dados foram analisados por regressão log-logística de três parâmetros utilizando o pacote dcr do software R, estimando-se a dose letal (DL₅₀) e a redução de crescimento (RC₅₀). Aos 3 DAA, apenas a associação de glufosinate com 7,5 g ha⁻¹ de carfentrazone diferiu da aplicação isolada, enquanto nas avaliações de 7 e 35 DAA todas as curvas contendo carfentrazone apresentaram maior eficácia que o glufosinate isolado, reduzindo a DL₅₀ em 70–44% (7 DAA) e 63–28% (35 DAA), a depender da dose de carfentrazone. Para RC₅₀, apenas a menor dose de carfentrazone não diferiu da ausência do produto, enquanto as demais reduziram a dose de glufosinate necessária em 59–36%. Os resultados demonstram que a associação glufosinate + carfentrazone potencializa o controle de A. artemisiifolia, reduzindo de forma expressiva as doses necessárias para atingir DL₅₀ e RC₅₀, configurando-se como estratégia mais eficiente e promissora em comparação ao uso isolado de glufosinate.