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Cine Diversidade e Educação Menstrual: A importância de promover debates sobre diversidade no IFRS Campus Alvorada
Luisa Helena Costa Alves Mariano, Luciane Mendonça, Alan Teixeira Corrêa

Última alteração: 09-12-2025

Resumo


O presente trabalho faz parte do projeto de ensino Cine Diversidade, cujo objetivo é proporcionar um espaço pedagógico de reflexão e discussão sobre as questões de gênero, diversidade sexual, diversidade étnico-racial e cultural a partir da exibição de produções audiovisuais que contemplem tais questões.O mundo todo e, em especial, o Brasil está vivenciando uma proliferação de discursos de ódio, incluindo ataques desenfreados nas redes sociais, assim como violências e discriminação contra a comunidade LGBTQIAP+, mulheres, pessoas negras e indigenas. Esses graves problemas devem ser discutidos e combatidos. A orientação para combatê-los está na Constituição do país, na LDB e nas recomendações que órgãos internacionais como a ONU fazem às autoridades nacionais. Dentro desse trabalho de combate a esses problemas, a escola cumpre um papel fundamental por ser uma instituição pedagógica. Neste ano de 2025, na sua sétima edição, o projeto de ensino Cine Diversidade tem atuado em parceria com o projeto Educação Menstrual, dada a afinidade entre os temas abordados. Até o momento, foram realizadas quatro exibições audiovisuais e duas oficinas. As atividades foram realizadas para diferentes turnos - manhã, tarde e noite - visando atingir variados públicos. A metodologia adotada envolveu encontros semanais para definir os temas e a agenda das atividades. Com base nisso, buscamos produções audiovisuais ligadas aos tópicos e organizamos mediadoras/es para as discussões. A primeira exibição este ano foi o curta-metragem Favela Gay, de Rodrigo Felha, seguida pelo curta Absorvendo Tabu, de Rayka Zektbach, depois o documentário Eu Sempre Fui, produzido pelo Ministério dos Direitos Humanos, em seguida o documentário Lélia Gonzalez – Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas dirigido por Nilson Rodrigues. Foram oferecidas duas oficinas sobre Educação Menstrual; a primeira abordou a trajetória histórica e política dos corpos que menstruam e do ciclo menstrual, com a participação do Coletivo Alicerce. A segunda, focou no ciclo menstrual e na quebra de tabus, debatidos após a apresentação do livro Ciclocentrada de Victoria Castro, que foi liderada pela educadora menstrual, professora Manuela Finokiet. Como resultado, observou-se que essas atividades contribuíram para a desconstrução de estigmas e preconceitos, criando um ambiente seguro para discutir e esclarecer questões sobre a diversidade dos corpos e saúde menstrual. Para os próximos encontros, estamos planejando ações voltadas à saúde mental, ao combate ao racismo e à violência contra as mulheres. Discutir diversidade no Campus Alvorada reafirma o compromisso do IFRS em oferecer uma formação completa e crítica aos estudantes, e também reforça que refletir temas como racismo, saúde, gênero e sexualidade são essenciais para construir uma escola menos violenta, mais inclusiva e democrática, além de promover valores como cidadania, igualdade e transformação social através do ensino, da pesquisa e da extensão.

Palavras-chave


Diversidade; Educação; Educação menstrual

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