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Trilha Ecológica Digital no Refúgio De Vida Silvestre Banhado Dos Pachecos: Uma proposta inovadora de Educação Ambiental Crítica
Manuela Peruch Dos Santos, Iury de Almeida Accordi, Vitória Gomes da Rosa Benedetto, Thales Ambrósio de Albuquerque Ferraz, Andréia Maria Ambrósio Accordi, Filipe Régio Ávila

Última alteração: 22-12-2025

Resumo


A educação ambiental, orientada pela Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), busca promover sustentabilidade e cidadania, articulando aspectos ecológicos, sociais e culturais. Entretanto, escolas públicas enfrentam limitações de deslocamento e custos logísticos que dificultam a realização de práticas formativas em unidades de conservação, restringindo a vivência direta em ecossistemas preservados. Nesse cenário, o uso de tecnologias digitais surge como alternativa inovadora para democratizar o acesso ao conhecimento ambiental e superar barreiras estruturais. A proposta da trilha ecológica digital no Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos (RVSBP), em Viamão/RS, justifica-se por tratar-se de uma área de alta relevância ecológica, mas de difícil acesso para estudantes. O desenvolvimento da trilha digital pretende garantir inclusão, ampliar a compreensão da biodiversidade local e fortalecer a consciência crítica sobre conservação. Assim, o objetivo central é criar um recurso educacional interativo, inspirado na trilha do cervo, articulando princípios da educomunicação socioambiental e práticas pedagógicas participativas, com potencial de replicação em outros territórios. A pesquisa adotou abordagem qualitativa e aplicada, integrando ensino, pesquisa e extensão. O percurso metodológico envolveu saídas de campo para georreferenciamento, registros fotográficos e observações diretas, possibilitando a definição de dez pontos de interesse ecológico. Estes foram transformados em estações virtuais com descrições, imagens, vídeos e jogos interativos, disponibilizados em um site no Canva e em um mapa no Google My Maps. Atividades digitais em plataformas como Wordwall (plataforma on-line para criar e jogar atividades interativas e personalizadas) e H5P (ferramenta de software livre que permite a criação e partilha de conteúdo interativo para a web) incluíram quizzes, cruzadinhas e desafios, estimulando a ludicidade e o engajamento. Realizou-se uma aplicação piloto com 19 estudantes do programa Partiu IF do Campus Viamão. No pré-teste, os participantes obtiveram média 7,21; no pós-teste, realizado após a exploração do site e das atividades, alcançou-se média 7,45. Os resultados confirmaram o potencial pedagógico da proposta e sua boa receptividade. Conclui-se que a trilha ecológica digital constitui uma proposta pedagógica inovadora e inclusiva, ampliando o acesso de estudantes da rede pública à educação ambiental crítica e valorizando unidades de conservação como espaços de aprendizagem. O projeto fortalece a integração entre ciência, território e cidadania, com possibilidade de expansão para novas mídias digitais, centros de visitantes e escolas, contribuindo para a formação crítica e participativa em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4 e 15).

Palavras-chave


Educação Ambiental Crítica; Trilhas Ecológicas Digitais; Unidades de Conservação; Tecnologias Educacionais Digitais; Educomunicação Socioambiental

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