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Trilha Ecológica Digital no Refúgio De Vida Silvestre Banhado Dos Pachecos: Uma proposta inovadora de Educação Ambiental Crítica
Última alteração: 22-12-2025
Resumo
A educação ambiental, orientada pela Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), busca promover sustentabilidade e cidadania, articulando aspectos ecológicos, sociais e culturais. Entretanto, escolas públicas enfrentam limitações de deslocamento e custos logísticos que dificultam a realização de práticas formativas em unidades de conservação, restringindo a vivência direta em ecossistemas preservados. Nesse cenário, o uso de tecnologias digitais surge como alternativa inovadora para democratizar o acesso ao conhecimento ambiental e superar barreiras estruturais. A proposta da trilha ecológica digital no Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos (RVSBP), em Viamão/RS, justifica-se por tratar-se de uma área de alta relevância ecológica, mas de difícil acesso para estudantes. O desenvolvimento da trilha digital pretende garantir inclusão, ampliar a compreensão da biodiversidade local e fortalecer a consciência crítica sobre conservação. Assim, o objetivo central é criar um recurso educacional interativo, inspirado na trilha do cervo, articulando princípios da educomunicação socioambiental e práticas pedagógicas participativas, com potencial de replicação em outros territórios. A pesquisa adotou abordagem qualitativa e aplicada, integrando ensino, pesquisa e extensão. O percurso metodológico envolveu saídas de campo para georreferenciamento, registros fotográficos e observações diretas, possibilitando a definição de dez pontos de interesse ecológico. Estes foram transformados em estações virtuais com descrições, imagens, vídeos e jogos interativos, disponibilizados em um site no Canva e em um mapa no Google My Maps. Atividades digitais em plataformas como Wordwall (plataforma on-line para criar e jogar atividades interativas e personalizadas) e H5P (ferramenta de software livre que permite a criação e partilha de conteúdo interativo para a web) incluíram quizzes, cruzadinhas e desafios, estimulando a ludicidade e o engajamento. Realizou-se uma aplicação piloto com 19 estudantes do programa Partiu IF do Campus Viamão. No pré-teste, os participantes obtiveram média 7,21; no pós-teste, realizado após a exploração do site e das atividades, alcançou-se média 7,45. Os resultados confirmaram o potencial pedagógico da proposta e sua boa receptividade. Conclui-se que a trilha ecológica digital constitui uma proposta pedagógica inovadora e inclusiva, ampliando o acesso de estudantes da rede pública à educação ambiental crítica e valorizando unidades de conservação como espaços de aprendizagem. O projeto fortalece a integração entre ciência, território e cidadania, com possibilidade de expansão para novas mídias digitais, centros de visitantes e escolas, contribuindo para a formação crítica e participativa em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4 e 15).
Palavras-chave
Educação Ambiental Crítica; Trilhas Ecológicas Digitais; Unidades de Conservação; Tecnologias Educacionais Digitais; Educomunicação Socioambiental
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