Última alteração: 11-12-2025
Resumo
Câncer é o nome dado para um conjunto de mais de cem neoplasias que correspondem a um crescimento desordenado de células que adentram tecidos e órgãos. O câncer de pele é o mais incidente no Brasil, principalmente o não-melanoma (as células atingidas não possuem melanina para a proteção solar), porém existem outros tipos dessa neoplasia, isso ocorre por conta de a pele ser formada por diferentes células. Além dos aspectos biológicos, outros fatores implicam para uma maior incidência de câncer de pele no país, como o aspecto social do bronzeamento (sendo sinônimo de saúde para uma grande parte da população), a localização geográfica que permite a alta exposição ao sol, fator socioeconômico, entre outros. O objetivo desta pesquisa é investigar a ocorrência de casos de câncer de pele no Brasil, analisar possíveis componentes naturais que possam agir como fotoprotetores e contribuir para a visibilidade da necessidade de prevenção contra a doença. Ao observar estudos sobre esse tema, encontra-se uma escassez de pesquisas que buscam encontrar novas possibilidades contra a radiação solar, a justificativa parte da falta de acesso a informações relacionadas ao câncer, especialmente para aquelas pessoas que apresentam vulnerabilidade social, por isso, propõe-se pesquisar produtos naturais que possam auxiliar contra a radiação ultravioleta de forma eficaz e sustentável. A metodologia utilizada neste trabalho foi uma análise bibliográfica de trabalhos acadêmicos, artigos científicos e documentos institucionais relacionados à oncologia, além de pesquisas referentes a substâncias de origem vegetal com propriedades fotoprotetoras. Os resultados apontam que o óleo da semente da framboesa apresenta ser eficaz contra a radiação UV, contendo propriedades antioxidantes e sendo rico em vitamina E, retardando o envelhecimento cutâneo. Outros componentes, como a manteiga de cupuaçu encontrada no Norte do país, que detém propriedades umectantes e antioxidantes e ajuda a promover uma hidratação alongada na pele, e o extrato da folha de Humulus lupulus, podem ser considerados bons agentes fotoprotetores, entretanto, sua pouca disponibilidade na região Sul dificulta o acesso para realizar pesquisas e criar um produto utilizando os mesmos. Conclui-se que os insumos se manifestam como alternativas promissoras para o desenvolvimento futuro de um protótipo, no entanto, a dificuldade de encontrar esses componentes traz a necessidade de investigar produtos naturais localizados no Rio Grande do Sul para uma maior acessibilidade. A convergência entre ciência e saúde pública pode reduzir a incidência de câncer de pele, ampliar a prevenção inclusiva e minimizar os impactos ambientais dos protetores sintéticos.