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Estudo da incidência do Câncer de Pele no Brasil para mitigação contra a elevada frequência de casos no país
Lívia Moreira Mota Siqueira, Franciele Fey, Carina da Silveira Famer

Última alteração: 11-12-2025

Resumo


O câncer de pele é uma neoplasia maligna que afeta as células do órgão cutâneo dos indivíduos, ocorrendo especialmente devido à elevada exposição à Radiação Ultravioleta (UV), intensificando-se ainda mais por diversos fatores, como genéticos e socioeconômicos. Salienta-se que a doença é a mais frequente em numerosos países, incluindo o Brasil, onde dados apontam que o câncer de pele não melanoma corresponde a 30% dos casos de câncer no país, com destaque nas regiões Sul e Sudeste. O objetivo deste estudo consiste em verificar a incidência da neoplasia maligna de pele no Brasil, quais os motivos e fatores que agravam esta alta frequência, além de analisar dados que indicam as pessoas mais afetadas com a doença, a fim de buscar estratégias de prevenção eficazes. A justificativa desta pesquisa se dá a partir do obstáculo do câncer de pele na saúde pública, do aumento progressivo da doença e da escassa informação e conscientização relacionada às medidas preventivas contra a exposição solar diante da sociedade brasileira. A metodologia baseou-se na análise de dados quantitativos em fontes factíveis que abordam sobre a incidência do câncer de pele no Brasil, que ocorreu através de uma revisão bibliográfica e estudos epistemológicos em documentos institucionais e artigos científicos. Os resultados revelaram que entre os anos de 2018 até 2023, o total de casos melanoma notificados foram de 327.439, onde ocorreu um aumento percentual de 57,06% entre os anos de 2020 e 2023, sendo possível observar que, desde 2018, os casos de câncer de pele elevaram-se relativamente. Além do mais, identificou-se que a frequência da neoplasia encontra-se em idosos com mais de 65 anos (61%), enfatizando que uma das principais causas é o efeito cumulativo da exposição solar ao longo dos anos, pois os dados também indicam que a infância é o período de vida mais suscetível à exposição, tendo seus efeitos manifestados mais tarde. As pesquisas também relataram que as pessoas mais afetadas com a doença são as autodeclaradas brancas (65,08%), por conta da alta sensibilidade aos raios solares, como também, as do sexo masculino (52,07%). Avalia-se a necessidade de implementação de políticas públicas voltadas para prevenção contra o câncer de pele e no desenvolvimento de produtos mais acessíveis para utilização cotidiana destes fotoprotetores, como indicado por profissionais da saúde. Considera-se essencial continuar com as pesquisas para investigar mais dados e realizar um estudo comparativo entre países para averiguar os fatores de risco que mais afetam os indivíduos em relação à exposição da neoplasia, com a finalidade de contribuir com estratégias para mitigação dos altos índices da doença no mundo, alinhando a integração entre ciência, saúde pública e melhoria da qualidade de vida da população.


Palavras-chave


Câncer de pele; Desenvolvimento Social; Brasil.

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