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Atividades práticas e lúdicas no Jardim Sensorial do IFRS - Campus Sertão
Última alteração: 22-12-2025
Resumo
Jardins sensoriais são espaços projetados para estimular os sentidos do corpo humano, por meio da interação com plantas e elementos naturais. O objetivo deste estudo foi criar atividades sensoriais, práticas e lúdicas para o desenvolvimento dos sentidos do corpo humano e conexão com a natureza. O jardim sensorial foi planejado visando acessibilidade, em local plano e sem obstáculos, no Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Sertão. Ademais, as floreiras foram posicionadas a 1,3 metros de altura, garantindo o acesso de pessoas com necessidades especiais. O público-alvo era composto por visitantes provenientes de escolas e instituições públicas da região Norte do Rio Grande do Sul, principalmente com necessidades especiais e/ou vulnerabilidade social. As visitas foram guiadas e seguiram um roteiro, no qual os participantes conheceram todos os setores do jardim: visão, tato, olfato, paladar e audição. No setor visão foram utilizadas plantas com cores diversas (gazânias, margaridas-africanas, gerânios e kalanchoes). No setor paladar, as ervas selecionadas (planta-stevia, salsa, hortelã, orégano e melissa) possibilitaram aguçar as papilas gustativas. O setor tato foi composto por elementos naturais (pedras, cascas de árvores e folhas secas) além de espécies de texturas variadas (peixinho, pata-de-elefante, suculentas e aspargo). Para estimular o olfato, foram empregadas ervas aromáticas (lavanda, alecrim, sálvia, manjericão, cebolinha e knorr). Para estimular a audição foram utilizados sinos do vento e uma fonte de água, movida a energia solar, associando-se ainda à valorização dos sons naturais, como vento, canto dos pássaros e balançar das árvores, complementados por frases motivacionais. Após a exploração do espaço e a observação das abelhas nativas, os visitantes realizaram atividades práticas e lúdicas. Na trilha sensorial, os estudantes, vendados, caminharam sobre diferentes superfícies (grama, argila expandida, pedras, cascas de árvores e folhas secas), identificando diferentes texturas com o tato dos pés. Nas caixas sensoriais, identificaram materiais naturais por meio do tato, olfato e paladar. A técnica de decalque de folhas, realizada em papel A4 com lápis 6B, possibilitou evidenciar as formas e nervuras foliares. O jogo de tabuleiro apresentou questões sobre o jardim de forma lúdica. O jogo de memória relacionou nomes e imagens de plantas nativas. No jogo de argolas, foram desenvolvidas a visão e a coordenação motora. A experiência demonstrou que a estimulação individualizada de cada sentido promoveu consciência corporal e sensorial, auxiliou na formação de novas conexões neurais e contribuiu para a redução de estresse e ansiedade, reforçando a inclusão social e a aproximação dos participantes com a natureza. Assim, o jardim sensorial pode ser considerado uma metodologia ativa, capaz de promover o bem-estar e a inclusão, por meio de atividades práticas, lúdicas e interativas.
Palavras-chave
Acessibilidade; Conexão com a natureza; Consciência sensorial.