Última alteração: 08-12-2025
Resumo
A identidade docente é entendida como processo histórico, social e relacional, atravessado por dimensões subjetivas, políticas e tecnológicas. No Brasil, especialmente na educação básica, torna-se essencial refletir sobre como professores(as) constroem suas identidades em meio a essas transformações. Autores clássicos e contemporâneos oferecem bases para compreender a docência não como prática meramente técnica, mas como profissão marcada por trajetórias de vida, saberes, resistências e compromisso social. O problema da pesquisa busca responder: De que modo se configuram as identidades docentes na contemporaneidade e quais relações mantêm com a formação continuada, valorização profissional e letramento tecnológico? Segundo autores que estudam a temática, a identidade docente é construída pela prática e pela reflexão crítica; destaca a importância da práxis e da articulação entre teoria e prática, situando o professor como agente de transformação; introduz a dimensão política da docência, vinculada às lutas sociais; aponta o papel das narrativas na compreensão das representações docentes. Diferentes autores contribuem de forma a ampliar a análise e relacionar instabilidades da modernidade líquida e as esferas do mercado de trabalho docente com as identidades profissionais. A pesquisa é qualitativa, de caráter bibliográfico e documental e apoiada na análise de conteúdo. Nestas considerações dos referenciais nacionais e internacionais é permitido identificar convergências e tensões nas concepções de identidade na docência brasileira. Os resultados indicam que a preparação docente necessita rever as aplicações de conteúdos neste processo de permanente construção, sendo relevante a incorporação crítica das tecnologias digitais e da inteligência artificial no processo formativo. Pesquisas recentes da Fundação Itaú (2025) evidenciam lacunas no uso da IA (Inteligência Artificial) entre os brasileiros, revelando gatilhos necessários para ampliar a autoria e protagonismo docente. Conclui-se então, que as identidades docentes são múltiplas, relacionais e em constante movimento, exigindo formação tecnológica, engajamento crítico e valorização das práticas experienciais. A incorporação reflexiva de tecnologias fortalece essas identidades, desde que vinculada a processos éticos, democráticos e emancipatórios. Pesquisas futuras devem aprofundar a relação entre identidades, políticas educacionais, práticas docentes e letramento tecnológico, consolidando o professor como protagonista da construção de uma educação condizente ao século XXI.