Última alteração: 10-12-2025
Resumo
O projeto “Bosque da Educação Popular e da Reforma Agrária”, iniciado em 2022, resulta de convênio de cooperação entre Instituto Educar e IFRS – Campus Sertão. O propósito é articular educação, prática agroecológica e restauração ambiental, gerando um espaço de convivência/aprendizagem com os princípios da educação popular. Seus fundamentos se estruturam nos sistemas agroflorestais, desenvolvidos pela EMBRAPA e Movimentos Sociais, na metodologia de miniflorestas proposta por Akira Miyawaki, promovendo a recuperação do solo, fortalecimento da biodiversidade local e a construção de um espaço de sociabilidade. O projeto tem como objetivos principais implantar, consolidar um bosque agroflorestal com espécies nativas, recuperação ambiental, estimular a prática e a teoria, promovendo sustentabilidade e biodiversidade, além de fomentar o pertencimento comunitário e a formação crítica com a educação popular. A metodologia Miyawaki recomenda o plantio de seis a oito mudas por metro quadrado, exclusivamente de espécies nativas, com manejo intensivo nos primeiros anos, por isto as atividades envolveram análise do solo, preparo das áreas, adubação verde e química sintética, registro de dados, replantio de mudas e manejo da biodiversidade, também foram realizadas ações pedagógicas, como encontros de planejamento, aulas práticas, criação de site e parcerias com comunidades tradicionais e instituições, que resultaram em outros três projetos de extensão. Entre 2022 e 2025, observou-se a recuperação gradual da fertilidade do solo, aumento da cobertura vegetal e da biodiversidade, o pomar (citrus) antes improdutivo e em dormência por manejos equivocados, voltou a gerar frutos, e espécies aromáticas e nativas foram incorporadas. Em 2023 e 2024, o projeto se expandiu para novas áreas, implantou manejos e destinou a colheira dos citrus para escolas e comunidades. Em 2025, consolidou-se como um espaço de ensino e produção, com colheita triplicada de laranjas em relação a 2024, implantação de hortas escolares e fortalecimento de parcerias com as comunidades Guarani, Kaingang e Quilombola. O projeto evidencia que o método Miyawaki, aliado a práticas de educação popular, é eficiente na restauração de ecossistemas e na promoção da sustentabilidade. A experiência demonstra a importância de integrar pesquisa, ensino e extensão, gerando impactos sociais, ambientais e educacionais relevantes, o Bosque consolidou-se como um espaço de aprendizagem prática, de fortalecimento da biodiversidade e de estímulo à consciência socioambiental, com discussões sobre os temas de Permacultura, Agroecologia e Quintais produtivos, embora seus recursos financeiros não tenham mais sido aprovados como projeto de ensino.