Última alteração: 09-12-2025
Resumo
Uma unidade didática consiste em um conjunto de atividades organizadas para fins de aprendizagem, constituindo-se como uma ferramenta pedagógica capaz de conectar a teoria à prática e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. Nesse contexto, as plantas de cobertura do solo, como aveia preta, aveia branca, nabo e ervilhaca, também conhecidas como plantas de serviço, representam um objeto de estudo de grande relevância. Sob a perspectiva ambiental, as plantas de cobertura são essenciais para a agricultura sustentável, pois protegem o solo contra a erosão, aumentam a infiltração de água, promovem a ciclagem de nutrientes, suprimem plantas daninhas, reduzindo a necessidade de herbicidas, e elevam os teores de matéria orgânica, contribuindo para a saúde e a biodiversidade do solo. Do ponto de vista produtivo, esses benefícios se traduzem em otimização para o agricultor, com a melhoria da fertilidade e da estrutura do solo, resultando em maior resiliência das culturas comerciais subsequentes a estresses hídricos e, a longo prazo, em um sistema de produção mais estável e rentável. No âmbito pedagógico, a unidade didática permite aos estudantes conhecer as espécies, os estágios de desenvolvimento, quais plantas podem ser associadas e os benefícios de cada uma para o solo, transformando o aprendizado em uma experiência concreta. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo implantar uma unidade didática de plantas de cobertura para promover aulas práticas e facilitar o ensino e a aprendizagem nos cursos Técnicos em Agropecuária e no curso de Agronomia do IFRS - Campus Vacaria. A construção da unidade didática teve início em março de 2025, com a revisão bibliográfica para a escolha das espécies a serem semeadas. Na sequência, realizou-se o preparo do solo com auxílio do trator e da encanteradeira. Em seguida, mediada pelo professor e pela bolsista, foi executada a semeadura pelos alunos dos cursos Técnicos em Agropecuária Integrado (1° e 2° anos), Subsequente e Agronomia. Posteriormente, os discentes retornaram à área para realizar capinas, adubação e demais tratos culturais de manutenção. Até o momento, foram realizadas dez aulas práticas, que permitiram a visualização da morfologia, o acompanhamento das fases de desenvolvimento das plantas e a avaliação da quantidade de matéria seca (palhada) produzida por cada espécie. Essa vivência prática possibilitou aos discentes a oportunidade de executar o cultivo de plantas de cobertura, promovendo a integração entre diferentes conteúdos e a troca de conhecimentos entre os colegas. Além disso, a metodologia estimula a criatividade e o pensamento crítico, contribuindo para a melhoria dos índices de aproveitamento discente. Espera-se, até o final do projeto, ampliar as atividades práticas realizadas na área, de forma a consolidar os conhecimentos vistos em sala de aula e contribuir para a formação de profissionais mais preparados para os desafios do mercado de trabalho.