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Efeitos de bioinsumos sobre produção de forragem e persistência de perfilhos em dossel de Azevém sob desfolhação intermitente
Elisabete De Marco, Jorge Nunes Portela, Hernani Alessandro Dill, Isabela Figueira dos Santos, Thalles Sampaio Dias Cabral, Pedro Jean Bilhar Lima, Paulo Henrique Barp

Última alteração: 08-12-2025

Resumo


O Azevém é uma planta forrageira com ciclo anual de inverno, valorizada pela sua produtividade e qualidade nutricional. A produção de forragem é influenciada pela disponibilidade de nitrogênio e pelos microrganismos simbiontes no solo. A bactéria Azospirillum brasilense funciona como um bioinsumo e contribui na fixação biológica de nitrogênio, promovendo o desenvolvimento e diferenciação de fitômeros que compõe os perfilhos. A pesquisa foi desenvolvida no IFRS Campus Sertão, Setor de Bovinocultura de Leite, e teve por objetivo avaliar a incorporação de Azospirillum brasilense com e sem aporte de nitrogênio sobre a produção de forragem e densidade de perfilhos de Azevém (Lolium multiflorum Lam.). O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com três tratamentos denominados: T1 - Azevém em cultivo estreme; T2 - Azevém com adubação de cobertura na dose 40 kg de N/ha; T3 - Azevém com Azospirillum brasilense e a cobertura com 40 kg de N/ha, e seis repetições, totalizando 18 unidades experimentais (parcelas). As dimensões de cada parcela eram de 24 m² (4 x 6 m) e o manejo de corte da forragem foi realizado quando o dossel atingia 25 cm de altura e era deixado um resíduo de 10 cm após o corte. As amostras de forragem eram coletadas na altura de 10 cm e a contagem de perfilhos feito anterior ao corte. A taxa de crescimento vertical (cm/dia; TCV) do dossel foi obtida como produto entre a altura de entrada (cm), menos a altura de resíduo do ciclo anterior, sendo o produto dividido pelo intervalo em dias que durou cada ciclo de pastejo. Foi identificado efeitos de tratamento e período para a utilização de bioinsumos e uso da adubação nitrogenada, como prolongadores dos ciclos de produção de forragem. O alongamento do ciclo de produção do componente folha é uma resposta buscada nos sistemas de produção como premissa da produção animal. A resposta em persistência da planta ocorre pela maior densidade de perfilhos, surgimento de novas gerações e TCV do dossel. A produção de foragem foi superior para os T2 e T3 comparativamente ao T1, sendo 77,7 kg, 77,3 kg e 53,4 kg MS/ha, respectivamente. A TCV foi de 0,44 cm/dia para T2 e T3 diferindo da T1 que respondeu com 0,31 cm/dia. A densidade de perfilhos foi de 2.308,00 perfilhos/m² diferindo da T2 e T1. Portanto, o uso de Azospirillum brasilense contribui com nitrogênio, elemento estratégico para divisão e crescimento celular de lâminas, bainha e colmo, que representa a produção de forragem. O uso de nitrogênio com inclusão da bactéria no processo de semeadura responde com maior produção de forragem e maior número de ciclos de produção, condição buscada nos sistemas de planejamento forrageiro.



Palavras-chave


Azospirillum brasilense; Nitrogênio; Persistência de perfilhos.

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