Portal de Eventos do IFRS, 6º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SICT)

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Efeito de herbicidas pós-emergentes em physalis
Rubens Antonio Polito, Rafaela Cinelli, Alan Serafini Betto, Mateus Pretto, Rafael Dysarz, Ana Paula Gotz, Fernando Machado dos Santos, Leandro Galon, Anderson Luis Nunes

Última alteração: 15-03-2018

Resumo


A cultura da physalis é atrativa tanto nutricional pelas suas propriedades nutracêuticas, quanto pelo preço praticado pelo quilograma de seus frutos. Estas caraterísticas despertam interesse de produtores rurais, porém existe uma carência de informações sobre a cultura. A alternativa para suprir esta deficiência é a adaptação de tecnologias e manejos utilizados na cultura do tomateiro. Entretanto certas tecnologias como aplicação de herbicidas podem ocasionar danos a physalis, além de riscos ambientais. O objetivo deste projeto foi verificar a seletividade de herbicidas pós-emergentes em Physalis peruviana. O experimento iniciou se em outubro de 2016 e teve seu término em abril de 2017. Primeiramente as sementes de physalis foram acondicionadas em papel germiteste e colocadas em B.O.D, permanecendo no local até a emissão da radícula. Em seguida as sementes germinadas foram transferidas para bandejas até atingirem o tamanho ideal para o transplante. As mudas foram transplantadas em canteiros a céu aberto. O delineamento utilizado foi de blocos ao acaso, com quatro repetições e 13 tratamentos. Os herbicidas aplicados foram: iodosulfuron-methyl, chlorimuron-ethyl, nicosulfuron, atrazine + simazine, bentazon, metribuzin, fomesafen, quizalofop-p-ethyl, clethodim, clodinafop-propargyl, fluazifop-p-butyl e quinclorac, além da testemunha. As variáveis avaliadas foram estatura (0, 7, 14 e 21 DAA), e produtividade. Após a coleta de dados, os mesmos foram submetidos analise estatística com o auxílio do software Assistat 7.7 e os gráficos confeccionados com o auxílio do software Sigmaplot 12.5. As menores estaturas observadas foram os tratamentos que continham fomesafen, chlorimuron, iodosulfuron e atrazine + simazine, esta diferença pode ser resultante da fitotoxicidade que estes herbicidas apresentaram para cultura. Estes mesmos herbicidas juntamente com o quinclorac e nicosulfuron apresentaram as menores produtividades. O tratamento com quinclorac não diferiu da testemunha, do metribuzin, do bentazon e dos tratamentos que continham ACCase em relação a estatura aos 21 DAA, entretanto nenhuma planta apresentou produtividade ao longo do período. As plantas tratadas com os herbicidas metribuzin, bentazon e do grupo químico dos ACCase resistiram positivamente, apresentando estatura de 0,83 à 0,92 metros e produtividade entre 0,090 à 0,177 quilogramas por planta. Entretanto há necessidade de verificar novamente o comportamento destes herbicidas.

Palavras-chave


Physalis; ACCase; Bentazon

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