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Contenção corporal e vestuário: do medievo à contemporaneidade, um estudo sobre a transformação das modelagens e práticas corporais
Última alteração: 14-11-2025
Resumo
O presente projeto de pesquisa trata sobre as relações de práticas de contenção corporais e a forma com que estas são adaptadas para o vestuário, no decurso dos períodos da Baixa Idade Média, estendendo-se até o período Contemporâneo. Transformações no âmbito de mentalidades, estéticas e práticas ao longo dos anos moldaram formas de contenção do corpo, as quais se manifestam na época atual na maneira como disciplinam atitudes e expressões de individualidade. Por este motivo, a pesquisa visa analisar as transformações de práticas de contenção corporal através do vestuário no decorrer da história, atingindo o século XXI, ressaltando descontinuidades e permanências entre distintos períodos históricos. A metodologia empregada para a execução deste trabalho baseia-se no exame de fontes primárias, como documentos históricos de vestuários, peças de arte, fotografias e manuais de etiqueta, examinados por meio de estudos comparativos das informações, modelagens, materialidades e funcionalidades. Além disso, integram a metodologia a revisão bibliográfica de fontes secundárias, com a busca por publicações de referências como livros, artigos e teses que abordam a trajetória histórica das indumentárias e teorias de civilidade e controle corporal, com o propósito de fundamentar teoricamente esta investigação. Os resultados obtidos contribuem de modo relevante para a compreensão crítica de padrões de beleza e modos de restrição corporal, evidenciando que a indumentária não é meramente uma questão de tendências e moda, mas sim, um espelho das estruturas de poder que moldam as dinâmicas sociais, culturais e econômicas da sociedade, bem como a forma que regulam expressões e comportamentos individuais. Conclui-se, desta forma, que a pesquisa não apenas desvenda extratos históricos que elucidam percepções contemporâneas do corpo, mas sugere também ponderações que impactam o modo como entendemos e apreciamos as singularidades corporais na atualidade. Os resultados tornam-se ainda mais relevantes no cenário onde estamos inseridos, no qual a aparência física e a autoestima são recorrentemente moldadas por representações midiáticas e critérios de beleza quase inalcançáveis.
Palavras-chave
Contenção corporal; Vestuário histórico; Civilidade e controle.
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