Portal de Eventos do IFRS, SICIT (2017)

Tamanho da fonte: 
Análise dos materiais estranhos em chás de sachê comercializados no município de Bento Gonçalves/RS
Michele Guglielmin, Maira Três, Daniel Martins Ayub, Thaís Rodrigues Moreira, Lucia de Moraes Batista

Última alteração: 30-10-2017

Resumo


A população Mundial utiliza o chá como uma prevenção e/ou tratamento para doenças e fins terapêuticos. Devido ao seu aroma e sabores agradáveis o chá se tornou uma das bebidas mais populares do mundo. É preparado através da infusão de folhas, flores ou raízes de plantas e geralmente utiliza-se água quente para seu preparo. Sua composição química pode variar quanto a espécie, idade das folhas, estação e condições de cultivo. Na legislação vigente é previsto um percentual de material estranho nos produtos que são comercializados. São encontrados diversos fragmentos estranhos, denominados como sujidades. A sujidade pode ser de origem animal (pássaros, insetos ou roedores), vegetal (presença de outras espécies) e mineral (areia, pedra, etc). Isso ocorre por desconformidades higiênico-sanitárias, tanto no manuseio, quanto na produção, distribuição e/ou na estocagem. Este trabalho tem como objetivo verificar a incidência de materiais estranhos em chás de sachês comercializados no município de Bento Gonçalves/RS. Para a verificação dos dois tipos mais consumidos, aplicou-se um questionário com 171 pessoas sobre o consumo de chás em sachê em três mercados do município. Os perfis foram mulheres (74,9 %) e homens (25,1 %) com médias de idade, 44,5 e 40,4, respectivamente. A maior parte dos entrevistados (56,1 %) informa ter o hábito de consumir chás do tipo sachê. Os dois tipos de chás mais consumidos foram camomila (25,7 %) e misto de flores e frutas (18,1 %). Analisou-se os dois tipos de chás mais consumidos no Município, camomila e misto de flores e frutas. O material estranho foi separado manualmente com o auxílio de uma pinça, utilizando um sistema de Fotomicrografia com uma câmera Canon EOS 550D e um Microscópio Esteroscópio Opticon, considerando as partes vegetais que podem ser utilizadas para a elaboração do mesmo, segundo a IN n° 45, de 28 de dezembro de 2010 e Portaria nº 519, de 26 de junho de 1998. Foram espalhadas 5 g de cada amostra de chá em uma superfície plana para proceder a identificação. Foi realizada a análise somente para duas marcas até o momento. O material estranho separado foi pesado e determinado o seu percentual com base na massa original. Os resultados obtidos para o chá misto de flores e frutas da marca 1 foi de 0,3 % de material estranho em 5 g de chá. Na marca 2 do chá de camomila obteve-se 0,6 % de material estranho em 5 g de chá. Para as análises de material estranho não foram realizadas repetições, apenas uma análise para cada amostra. Com base de dados da literatura, os chás que mais são consumidos no Brasil são camomila, hortelã, carqueja, boldo, erva-cidreira, concordante com os resultados do questionário aplicado. Segundo a Farmacopeia Brasileira, o permitido é de 2 % m/m de material estranho em chás, demonstrando que os chás estudados estão em conformidade com a legislação.

 


Palavras-chave


Perfil de consumidores; Material estranho; Chás

Texto completo: PDF