Portal de Eventos do IFRS, SICIT (2017)

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Ocorrência de Drosophila suzukii (Matsumura, 1931) (Diptera, Drosophilidae) na cultura do pessegueiro, em Farroupilha, na Serra Gaúcha
Fabiane Foppa, Alex Bortoncello, Janaína Frare, Tatiani Secretti, Regina da Silva Borba

Última alteração: 30-10-2017

Resumo


A fruticultura é uma atividade de grande importância para a região Sul do Brasil, onde o Rio Grande de Sul é considerado o maior estado produtor de pêssegos. Recentemente, foi encontrada no RS praga quarentenária Drosophila suzukii (Matsumura, 1931) (Diptera, Drosophilidae), praga polífaga, de reduzido tamanho corporal, e que coloca seus ovos em frutos sadios e intactos. Pelo fato de D. suzukii, há pouco tempo atrás, pertencer ao grupo das pragas quarentenárias ausentes no Brasil, muito há para se conhecer em relação a este inseto, e saber se esta praga está ocorrendo na cultura do pessegueiro na Serra Gaúcha será de muita valia para a cadeia produtiva. O objetivo do trabalho foi realizar o monitoramento de D. suzukii na cultura do pessegueiro da cultivar Chimarrita, no município de Farroupilha, e verificar a ocorrência e infestação da praga em frutos desta espécie. O monitoramento de D. suzukii foi realizado semanalmente desde a formação dos frutos até a colheita em uma área de um hectare de pomar comercial de pessegueiro. Foram instaladas duas armadilhas “caça-moscas”, confeccionadas com garrafas pet de 250 ml, na área, contendo vinagre de maçã como atrativo alimentar. Os insetos coletados foram levados para o Laboratório de Entomologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, campus Bento Gonçalves (IFRS-BG), onde foram identificados com base na morfologia externa e análise da genitália. Foi estipulada a flutuação populacional e a razão sexual de D. suzukii. No final da colheita foram coletados na área, aleatoriamente, 50 frutos de cada tratamento: plantas da borda do pomar (T1), plantas do interior do pomar (T2), frutos caídos no solo na borda do pomar (T3) e frutos caídos no solo no interior do pomar (T4). Os frutos foram levados ao IFRS-BG e acondicionados individualmente em pote plástico descartável. Cada fruto permaneceu no pote plástico por 50 dias, até que todos os adultos emergissem, sendo, então, identificados e sexados. Foi verificada a presença da espécie na área, em todo o período de monitoramento. A flutuação populacional de adultos de D. suzukii mostrou um aumento no número de indivíduos com o início da maturação dos frutos. Foi verificada uma quantidade maior de fêmeas do que de machos de D. suzukii. O tratamento com frutos caídos no solo no interior do pomar (T4) foi o que apresentou o maior número de adultos de D. suzukii emergidos, seguido do tratamento com frutos caídos no solo na borda do pomar (T3). Já nos tratamentos T1 e T2 não houve emergência de adultos. Esses resultados mostram que provavelmente a fêmea de D. suzukii não consegue ovipositar em frutos de pêssego, devido a sua pele aveludada. No entanto, o pêssego pode servir como hospedeiro alternativo, já que a espécie consegue se multiplicar nos frutos que estão caídos no solo.

 


Palavras-chave


Monitoramento; Mosca-da-asa-manchada; Mosca-da-cereja; Pêssego

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