Portal de Eventos do IFRS, SICIT (2017)

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Relato de experiência: Oficina de raciocínio lógico
Caroline Lisiak, Guimara Bulegon, Giseli Vergínia Sonego

Última alteração: 31-10-2017

Resumo


Este trabalho resulta de uma atividade desenvolvida pelas bolsistas do PIBID Subprojeto Matemática do IFRS, Campus Bento Gonçalves com o objetivo de destacar potencialidades e fragilidades de uma proposta diferenciada de ensino de matemática. A atividade consistiu na elaboração de um plano de aula elaborado para duas aplicações, sendo a primeira nos sétimos anos e a segunda com os oitavos anos da escola conveniada com o PIBID. A primeira aplicação, ocorreu em dois dias, sendo o primeiro com tarefas tradicionais e o segundo com tarefas dinâmicas. A segunda aplicação, com os oitavos anos foi adaptada utilizando as atividades que atingiam os principais objetivos e desenvolvida em apenas um dia. As atividades foram focadas no raciocínio lógico, em forma de oficina, auxiliando no processo de compreensão e interpretação de conteúdos matemáticos, estimulando o raciocínio lógico, o pensamento crítico e a percepção de fatos. Esta temática foi sugerida pela professora orientadora do PIBID, pensando nas principais dificuldades enfrentas em sala de aula, visando a necessidade de estimular os alunos com suas capacidades de raciocinar, perceberem suas competências e saírem de suas zonas de conforto. O raciocínio lógico não é um componente curricular obrigatório da área da matemática, mas por ser fundamental no bom desempenho dessa área, é que se faz necessário uma atenção especial para essa temática. As atividades envolviam a reprodução de figuras, sequência de cenas, jogos lógicos e similares. Primeiramente, os alunos receberam imagens formadas por palitos em que era solicitado alguma mudança em sua construção, mexendo um determinado número de palitos. Para que a atividade se tornasse mais atrativa e de fácil compreensão, forneceram-se canudinhos para a resolução. A segunda atividade era a respeito da sequência de imagens e o aluno precisava observar suas características e descobrir a sequência formada. As próximas atividades foram de testes de lógica, em que se deve relacionar as informações dispostas nas pistas para assim completar o teste. Por último, apresentou-se o jogo detetive de cartas e de tabuleiro, desvendando os mistérios do crime. Nas atividades de lógica, foi sugerida a leitura e a utilização de tabelas para facilitar a resolução, alguns alunos seguiram as orientações, já outros fizeram por seu método próprio. Analisando a resolução das atividades, nota-se que aqueles que montaram uma tabela ou organizaram as informações do seu modo, conseguiram chegar na resposta correta e interpretar corretamente o exercício. Os demais, que não organizaram ou não fizeram anotações, agruparam de forma incorreta as informações, não tendo sucesso no resultado. Alguns alunos relataram que não conheciam estas atividades e acharam um pouco difícil, mas se adaptaram e conseguiram resolver. No início das atividades, individualmente apresentaram um pouco de dificuldades na realização das tarefas, necessitando de estímulo. No decorrer das tarefas, perceberam que tinham capacidade de raciocinar logicamente, resolvendo os exercícios de forma breve e por diferentes meios, atingindo os objetivos propostos. Estimularam-se e sentiram-se confiantes ao conseguir resolver algum desafio sem ajuda das bolsistas, percebendo ter maior domínio do que imaginavam.


Palavras-chave


Plano de aula; Desafios lógicos; PIBID

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