Portal de Eventos do IFRS, MTC - Mostra Técnico-Científica 2019 IFRS - Campus Bento Gonçalves

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Incentivos e restrições ao empreendedorismo no turismo rural: uma análise institucional
Andréia da Silva Cezimbra, Tissiane Dolci, Marcelino de Souza, Hernanda Tonini

Última alteração: 28-02-2020

Resumo


O trabalho busca analisar, a partir do referencial teórico da Nova Economia Institucional, como o ambiente institucional incentiva e incluir leis, normas, regulamentos formulados pelo governo), normativa (ao referir-se aos valores, crenças e normas do comportamento humano) e cognitiva (refletindo o conhecimento econômico-empresarial compartilhado pelas organizações e indivíduos de um determinado território). Instituições que orientam as interações sociais, econômicas e políticas, influenciando nas decisões de empreender negócios. A pesquisa justifica-se pelo crescimento do fluxo de visitantes no Vale dos Vinhedos na última década, movimentando estabelecimentos comerciais e posicionando o enoturismo como uma importante atividade econômica. Compreender a influência das instituições e dos agentes – os produtores empreendedores –, fomentando o desenvolvimento regional e reforçando a proximidade do IFRS com os arranjos produtivos locais – neste caso o APL Uva e Vinho. Foram realizadas 39 entrevistas,com empreendedores do setores privados e públicos que integram a rede organizacional de enoturismo realizadas no Vale dos vinhedos,território situado nos municipios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, primeira região de Vinhos no Brasil a conquistar a Denominação de Origem (DO). Com base nas informações coletadas estão sendo analisadas em conjunto documentos, estatutos e relatórios identificando os principais players, no intuito de descrever as interações que fornecem sustentação ao turismo. Os resultados parciais indicam que o desenvolvimento do enoturismo no Vale dos Vinhedos vem sendo sustentado por uma rede de organizações que abrange vinícolas, restaurantes, meios de hospedagem, entidades públicas e associativas. Entretanto, nem sempre estão articuladas entre si, apesar de existirem ações associativas, fica evidente que a cooperação poderia ser maior e mais efetiva, com articulação entre entidades associativas, secretarias e conselhos de turismo dos municípios. São necessárias ações coletivas e associativas que aproximem e articulem esses setores, de suma importância para o desenvolvimento do enoturismo Em relação ao ambiente institucional, verifica-se que as instituições informais têm mais relevância,na orientação de açõesempreendedoras,apesar de existir lacunas na regulamentação e normatização específica para as atividades de enoturismo. Todavia, considerando a estrutura e o fluxo contínuo gerado pelo enoturismo, para que a atividade se desenvolva e se sustente em longo prazo, é preciso desenvolver instituições formais que restrinjam determinados comportamentos em relação à paisagem vitivinícola facilitando o empreendedorismo estabelecendo uma rede eficiente, que trabalhe em conjunto, para atingir objetivos comuns da região.

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