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Espaço Interdisciplinar para manejo sustentável de vinhedos na Serra Gaúcha
Eduardo Oliveira Niederauer, Bruno Rui Costella, Leonardo de Azevedo de Barros, Gabriel Henrique Fontana, Artur Zaffari, Marcus André Kurtz Almança

Última alteração: 11-02-2020

Resumo


A viticultura no Brasil, principalmente na Serra Gaúcha é de grande importância econômica, devido à demanda dos produtos derivados da uva, como vinhos e sucos. Uma das preocupações que afeta a área da viticultura é o uso excessivo de insumos agrícolas (agrotóxicos e fertilizantes sintéticos), o que vem sendo relatado por diversos técnicos e produtores da região, causando impactos na produção vitivinícola, desde os custos de produção, impactos sociais, ambientais e até mesmo a saúde das pessoas. O projeto “Espaço interdisciplinar para manejo sustentável de vinhedos na Serra Gaúcha” surgiu com a finalidade de promover momentos de troca de informações entre técnicos, agricultores, entidades e estudantes, onde a geração de informações tenha a participação de todos estes ‘atores’ da cadeia vitivinícola. Um caminho para que isso se realize é trabalhar como um grupo interdisciplinar, representado pelo NUPIA-IFRS, em parceria com cooperativas vitivinícolas da FECOVINHO. Com isso, o objetivo do projeto é organizar um espaço interdisciplinar participativo para troca de informações sobre técnicas de manejo sustentável de vinhedos, elaborado e desenvolvido em parceria com a FECOVINHO. Foi implementada uma área em vinhedo de um produtor associado da FECOVINHO no município de Garibaldi/RS. As práticas de manejo estão sendo orientadas pelos princípios da produção integrada, visando caminhar na transição para sistema sustentável, através da troca de informações em encontros com os técnicos das cooperativas e equipe executora do projeto. Além disto, está sendo feito um acompanhamento econômico, onde serão anotados todos os custos do projeto, desde o tempo de trabalho até os produtos e equipamentos utilizados. Assim, serão sistematizadas informações sobre resultados agronômicos, econômicos, resíduos de agrotóxicos e qualidade da uva. Até o momento o projeto encontra-se em processo final de análise dos tratamentos a serem utilizados, e com isso apresenta um plano de tratamento elaborado e discutido em meio a técnicos, professores e estudantes. Além disso, a poda de inverno foi realizada a partir de 3 métodos comparativos: sistema com vara, em formato H e a poda convencional realizada pelo produtor, não excedendo o número máximo de 120.000 e o mínimo de 80.000 gemas por hectare, para que com isso possa-se determinar o sistema mais rentável. Contudo, busca-se alcançar ao fim deste ciclo, um resultado satisfatório visto a demanda na região da Serra Gaúcha, por um sistema cada vez mais sustentável e de menor impacto ambiental, onde sejam beneficiados produtor, empresa e consumidor final com produtos de maior qualidade. Também, será realizada uma prospecção e caracterização de mutações clonais em videira, tendo como objetivo encontrar materiais adaptados geneticamente.

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