Portal de Eventos do IFRS, MTC - Mostra Técnico-Científica 2019 IFRS - Campus Bento Gonçalves

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A área de crescimento fúngico por meio da Integral Definida
Raiane Jacqueline Conci, Jamerson Fiorentin, Rafael Zanovelo Perin, Taís Amanda Giovanella Becker, Sandra Denise Stroschein, Marcus André Kurtz Almança

Última alteração: 06-02-2020

Resumo


O presente trabalho resulta de um processo investigativo e interdisciplinar entre a Matemática e a Agronomia, no qual utilizou-se a Integral Definida (ID) para calcular a área do crescimento fúngico, utilizando o software GeoGebra. A região da Serra Gaúcha é conhecida nacionalmente pela presença do setor vitivinícola, logo, sob esta perspectiva os estudos na área são bem vindos e demasiadamente importantes para o desenvolvimento da região. A partir desse pressuposto e devido à proposta de estudar a Matemática em sua forma aplicada, desenvolveu-se no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – campus Bento Gonçalves (IFRS – BG) a atividade de calcular a área do crescimento da colônia dos fungos Botryosphaeria dothidea e Neofusiccocum parvum através da ID. A investigação ocorreu por meio de um experimento realizado no Laboratório de Fitopatologia do IFRS-BG, em que foram repicados os fungos B. dothidea e N. parvum. O micélio de cada isolado foi colocado no centro de uma placa de Petri de 8 cm de diâmetro contendo o meio de cultura BDA (batata, dextrose, ágar), já demarcadas com duas diagonais – através das quais eram realizadas as medições com o paquímetro digital. As placas foram mantidas em câmara de crescimento, com fotoperíodo de 12 horas e temperatura de 26ºC, e ao término do experimento fez-se a média dos diâmetros. Na sequência, utilizou-se o software Scilab para ajustar os dados experimentais a uma parábola por meio do Método de Mínimos Quadrados, obtendo-se assim a taxa de crescimento da colônia. Posteriormente, utilizou-se esse parâmetro na modelagem de crescimento populacional em um meio limitado por intermédio do Modelo de Verhulst, obtendo-se a equação que descreve o crescimento fúngico. Com a solução da equação, pode-se aplicar a ID para calcular a área de crescimento do fungo abaixo da curva, uma vez que a integração surgiu de uma necessidade do cálculo de área. A fim de trabalharmos de forma visual, utilizou-se um software livre que possui grandes potencialidades na visualização gráfica, o GeoGebra. Nele, foram exibidas as funções obtidas por meio da modelagem e posteriormente, aplicou-se os comandos para ID que o próprio software já disponibiliza, obtendo-se os valores da área ocupada pelos dois isolados durante o período. Previa-se que a área encontrada deveria ser próxima à área da placa de Petri, ou seja, a área de um círculo de 8 cm de diâmetro, aproximadamente 50,24 cm2 e ao final da aplicação da ID abaixo da curva, obteve-se valores de área dos fungos B. dothidea e N. Parvum respectivamente de 50,30 cm2 e 45,51 cm2. A utilização do GeoGebra permitiu além do cálculo da área final da colônia fúngica também o cálculo da área em determinados intervalos de tempo, uma vez que a ID opera com limite superior e inferior. Ainda, a área de crescimento experimental foi próxima à área da placa, mostrando o quanto o modelo aproximou-se da realidade. Considerando a pesquisa apresentada, percebeu-se a importância da interdisciplinaridade e a relevância do uso de softwares para o seu desenvolvimento.



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