Portal de Eventos do IFRS, MTC - Mostra Técnico-Científica 2019 IFRS - Campus Bento Gonçalves

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Caracterização de áreas com ocorrência de doenças de tronco da videira no Sul do Brasil
Clarielzi Cristina Velho, Jamerson Fiorentin, Marcus André Kurtz Almança, Neide Almeida de Paula

Última alteração: 30-01-2020

Resumo


Atualmente a ocorrência de doenças de tronco em videira tem se tornado algo comum entre os produtores rurais de várias regiões do país, porém ainda é de pouco conhecimento os agentes que ocasionam morte e declínio em videiras no Brasil. Assim, para evitar perdas ainda maiores é necessário que se realize um estudo e se obtenha um conhecimento maior sobre como estes patógenos sobrevivem, pois depois que a doença se instala no parreiral o que existe apenas são os métodos para evitar que a doença se prolifere para as plantas sadias. Este trabalho teve como objetivo caracterizar os principais tipos de sintomas e fungos associados a doenças de tronco da videira em vinhedos da Serra Gaúcha e do Vale do Rio do Peixe/SC, mais precisamente em vinhedos no estado Santa Catarina (Videira, Tangará e Pinheiro Preto) e no Rio Grande do Sul (Farroupilha, Santa Tereza e Pinto Bandeira) regiões de grande importância vitivinícola. Foram coletadas diversas amostras de plantas inteiras aparentemente ausentes de sintomas e outras fisicamente doentes, de acordo com a sua ocorrência, gerando informações associadas a quantificação de prejuízo gerados por estas patologias. Após as coletas, já no laboratório, essas amostras foram cortadas horizontalmente, separando fragmentos de cada parte: parte aérea, colo e raiz, para realizar isolamento fúngico. Após, foi feito a desinfestação dos fragmentos, utilizando álcool a 70% e no hipoclorito de sódio a 2,5%. O isolamento foi realizado com auxílio de bisturi, e logo em seguida adicionamos estes fragmentos retirados nas placas de petri com meio BDA sendo posteriormente identificadas, lacradas e levadas à câmara de B.O.D à uma temperatura de 26 ±1oC, por 30 dias sendo observadas diariamente. Passando 30 dias de cada inoculação, observamos que nas placas de petri haviam crescido colônias significativas para a elaboração de lâminas, que foram levadas ao microscópio com intuito de fazer a identificação e caracterização de doenças. Para algumas lâminas, contamos com o auxílio de um corante chamado de azul de bromotimol para melhor visualização das estruturas fúngicas, facilitando a identificação. Como resultados finais, temos os crescimentos que nas plantas provenientes de SC a ocorrência foi de 12,3% de Phaeomoniella chlamydospora, 10,6% de Phaeoacremonium spp., 1,53% de fungos da família Botryosphaeriaceae e 1,03% de Ilyonectria spp. Não houve ocorrência de fungos nas plantas oriundas do município de Pinheiro Preto. Já no RS temos os seguintes resultados: 12,4% de Phaeomoniella chlamydospora, 11,8% de Phaeoacremonium spp., 0% de fungos da família Botryosphaeriaceae e 3,7% de Ilyonectria spp., sendo que na cidade de Santa Teresa não houve registros de nenhum crescimento de fungos causadores de doenças de tronco. Conclui-se que há ocorrência de doenças de tronco em plantas nos dois pontos de coleta, porém tem-se a necessidade de correlacionar com outros fatores que podem ocasionar o declínio e morte de plantas de videira.


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