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Viabilidade do reaproveitamento de resíduos da indústria madeireira na produção de adubos
Lucas Wilian Teixeira Dos Reis

Última alteração: 04-02-2019

Resumo


O MDF é a matéria prima de diversos móveis produzidos atualmente. Um material feito a partir da aglutinação de fibras de madeira, gerando assim uma chapa mais consistente e resistente que o aglomerado, material muito usado na fabricação de móveis devido ao seu baixo custo. É inevitável a produção de móveis de MDF sem que sejam gerados resíduos sólidos. O pó de MDF, como é chamado, se forma no momento do corte, aplainamento ou furação da chapa. Esse resíduo teria como destino correto fornos e caldeiras que atinjam uma temperatura mínima superior a 750 °C, porém, pelo alto custo e falta de fiscalização, o pó de MDF muitas vezes é queimado em lugares inapropriados, ato que tem como principal consequência o aceleramento do efeito estufa e a contaminação do ar. Como solução para tal problema, o projeto consiste em criar um adubo utilizando solo, matéria orgânica e pó de MDF como forma de baratear o processo de descarte do resíduo sólido gerado na produção de móveis, dando assim um destino sustentável e de baixo custo a esse material. O adubo tem como vantagem a fertilização do solo, repondo os nutrientes ausentes e aumentando a produtividade na agricultura. Além disso, evita que o pó de MDF seja queimado em local inapropriado, o que acarretaria em problemas ambientais como: aumento da poluição do planeta, aumento do efeito estufa, dentre outros. A produção do adubo com aditivo de MDF foi realizado a partir de um processo de compostagem. Foram feitas cinco composteiras, onde diferentes quantidades de matéria orgânica e pó de MDF foram colocadas em conjunto com solo natural. Após cinco semanas do início do processo de compostagem, os protótipos foram obtidos, nos quais foram plantadas mudas de alface para posterior análise de desempenho em comparação com ao solo natural e um substrato industrializado. Após trinta dias, foi possível notar que as alfaces plantadas nos protótipos do adubo gerado a partir do pó de MDF, tiveram resultados similares ao substrato industrializado. Além disso, foi testado em pequena escala, um processo de fosfatação para que fosse analisada a velocidade do processo de decomposição do pó de MDF podia ser acelerado, o que tornaria a alternativa proposta mais viável a demanda necessária de descarte desse tipo de resíduo. O processo de fosfatação teve um desempenho significativo, conseguindo acelerar a decomposição do resíduo em algumas semanas. Tais resultados mostram que é possível utilizar os resíduos de madeira como aditivo para adubos orgânicos, dando assim uma alternativa sustentável para o descarte do pó de MDF como também barateando o seu custo.

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