Portal de Eventos do IFRS, Mostra Técnico-Científica 2018 - Campus Bento Gonçalves

Tamanho da fonte: 
Enoturismo e atuação profissional: análise dos egressos dos cursos de Viticultura e Enologia do IFRS
Gabriela Agostini Coppini

Última alteração: 01-02-2019

Resumo


O tema do presente trabalho é, em sentido amplo, uma análise da atuação profissional dos Técnicos e Tecnólogos em Viticultura e Enologia formados pelo IFRS - Campus Bento Gonçalves e de sua relação com atividades de enoturismo, caracterizado pela associação do turismo com a vitivinicultura. Justifica-se pelo potencial turístico que a Serra Gaúcha vem desenvolvendo ao longo dos anos, atraindo turistas de diversas regiões do Brasil e de outros países no intuito de conhecer e vivenciar experiências na Região Uva e Vinho, que possui importantes roteiros enoturísticos, como o Vale dos Vinhedos, por exemplo, localizado nas cidades de Bento Gonçalves, capital do vinho, de Garibaldi, capital do espumante, e de Monte Belo do Sul. A criação da Escola de Viticultura e Enologia de Bento Gonçalves (atual IFRS), em 1959, teve fundamental importância para o desenvolvimento do setor vitivinícola na Serra Gaúcha e, nas últimas décadas, no Brasil como um todo, sendo que as vinícolas vêm percebendo a importância do turismo para a divulgação e a comercialização de seus produtos. Dessa forma, entende-se que há a necessidade de profissionais aptos a atuar em diferentes atividades para desenvolver o enoturismo e, portanto, deseja-se identificar a qualificação necessária para a realização dessas tarefas, além de verificar qual a contribuição da matriz curricular dos cursos de Viticultura e Enologia do IFRS no desenvolvimento do enoturismo na região e no país. Entre os objetivos desse trabalho, pode-se citar: verificar a importância dos cursos Técnico e Tecnólogo em Viticultura e Enologia para o desenvolvimento do enoturismo na Serra Gaúcha e no Brasil, analisar os Projetos Pedagógicos de Curso vigentes e identificar as atividades relacionadas ao enoturismo realizadas pelos egressos do IFRS. A metodologia utilizada foi quali e quantitativa e, por meio de uma pesquisa exploratório-descritiva, realizou-se um levantamento de informações sobre os concluintes dos cursos no período de 2011 a 2017 (N=348). Foi enviado um questionário via e-mail (formulário online) com questões abertas e fechadas em relação a aspectos sociodemográficos, formação e atuação profissional. Os dados obtidos serão tabulados e analisados mediante estatística descritiva. Quanto aos resultados parciais, 20 % dos egressos responderam ao formulário e a maior parte deles trabalha na Serra Gaúcha, embora muitos trabalhem em outras regiões do Brasil e alguns em outros países. Em relação aos principais setores em que já atuaram, citou-se, respectivamente: elaboração de vinhos, análise de vinhos, recepção e atendimento a turistas, guiamento em visitas, varejo e comercialização. Além disso, 72,6 % já acompanharam visitantes em atividades de degustação, mas apenas 56,2 % indicaram já ter trabalhado com atividades enoturísticas. A maioria dos participantes considera que os profissionais que devem atuar com o enoturismo nas vinícolas são o Técnico em Viticultura e Enologia, o Turismólogo e o Enólogo, na devida ordem. Por fim, todos consideram importante aprender sobre enoturismo; porém, ainda que muitos se sintam aptos a trabalhar nessa atividade, 68,5 % indicaram que a Instituição de Ensino não oportunizou conhecimentos na área.

Texto completo: PDF