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Diferentes níveis de hidratação e luminosidade durante a forçagem dos enxertos de videira produzidas por enxertia de mesa
Márcio Nilton Lima Mautone

Última alteração: 01-02-2019

Resumo


A viabilização da produção de mudas de qualidade a baixo custo no setor de fruticultura é com certeza um desafio para muitos órgãos públicos que trabalham em pesquisa nesta área, bem como para os viveiristas. A enxertia de mesa é recente no Brasil, iniciou nos anos 90, na Europa existe desde a década de 40. Esta tem sofrido mudanças tanto no manejo como nos insumos utilizados na produção das mudas. Nesta técnica, a formação do calo que é obtida na câmara de forçagem por um período de quinze dias. Este trabalho foi desenvolvido no viveiro Sinigaglia, localizado no município de Bento Gonçalves/RS. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes níveis de hidratação das estacas enxertadas e da luminosidade durante a etapa da forçagem dos enxertos. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente causalizado em arranjo bifatorial 8x2, com duas repetições por tratamento de 20 estacas por repetição, considerando uma estaca enxertada como unidade de experimental, com um total de 640 estacas enxertadas e analisadas. As estacas foram acondicionadas em recipientes plásticos de 1,5 litros, onde foram aplicados os 8 períodos de hidratação com água e hipoclorito. Os 2 níveis de luminosidade foram obtidos com a utilização do tule transparente e filme plástico escuro. Foram utilizados na enxertia o porta-enxerto Paulsen 1103 e como variedade copa a Alicante bouschet. Os tratamentos de hidratação foram: utilização da água do início ao fim da forçagem (T1), utilização da água no segundo dia do início da forçagem ficando até o final da retirada das mudas da câmera (T2), utilização da água no quarto dia do início da forçagem ficando até o final (T3), utilização da água no quinto dia do início da forçagem ficando até o final (T4), utilização de água no início da forçagem ficando até dois antes da retirada das mudas (T5), utilização de água no segundo dia do início da forçagem ficando até dois antes da retirada das mudas (T6), utilização de água no quarto dia do início da forçagem ficando até dois antes da retirada das mudas (T7), utilização de água no quinto dia do início da forçagem ficando até dois antes da retirada das mudas (T8). As variáveis resposta utilizadas foram, formação de calo, qualidade da brotação, formação de raízes. Os dados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de nível de significância. Os resultados preliminares demonstram que a utilização do tule reduziu a queimadura dos brotos e estimulou o desenvolvimento da brotação. A formação do calo não foi afetada pela utilização do tule e manejo da água. A retirada da água das caixas antes do período final da forçagem aumentou a queimadura dos ramos e reduziu a formação das raízes.


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