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Distribuição longitudinal de semeadura do milho em função da velocidade de trabalho
Gabriel Henrique Fontana

Última alteração: 01-02-2019

Resumo


Este trabalho trata da importância de um plantio preciso na cultura do milho, para uma plantação mais regular possível levando em consideração as variáveis, aceitáveis, falhos e múltiplos com a variação em três velocidades. O estudo foi realizado na estação experimental de Tuiuty Campus Bento Gonçalves, em um projeto de pesquisa. Foi utilizada uma semeadora de precisão da marca Imasa de cinco linhas, um trator fruteiro 4x2 com TDA da marca Valmet modelo 785, uma população de 66.690 plantas por HA com um hibrido da Agroceres AG 8780. Delineamento foi de blocos ao acaso, com três tratamentos e três repetições, as unidades experimentais consistiram de duas passagens do conjunto trator-semeadora totalizando 10 linhas com comprimento de 15 metros, assim tendo, como objetivo desse trabalho, avaliar a qualidade da distribuição longitudinal de plantas, quanto aos espaçamentos aceitáveis, falhos e múltiplos em função de três velocidades de semeadura. Para a coleta de dados foi feita a medida do espaçamento entre plantas com uma trena, depois de medido foi feita uma avaliação de acetáveis, múltiplos e falhos, utilizando o método da ABNT, aonde se utiliza o XREF (espaçamento ideal entre plantas). Para aceitáveis, as distâncias correspondentes ao ideal à distância entre planta precisam estar entre 0,5 a 1,5 XREF, correspondentes a múltiplos, termo que caracteriza a ocorrência de espaçamentos menores do que 0,5 XREF e falhos, termo que caracteriza a ocorrência de espaçamentos maiores do que 1,5 XREF. Após coletados e analisados foram feitos cálculos estatísticos para sabermos se existe uma diferença significativa entre as velocidades, para uma mesma população, utilizando o software Assitat 7.7, aonde foram obtidos dados tabelados, tendo os resultados separados para aceitáveis, múltiplos e falhos. Para aceitáveis obteve-se que a velocidade 3, com média de 77.11% não divergiu da 5, com média igual a 70.22%, porém, divergiu da 7, tendo por média 62.89%, e que a 5 e a 7, estatisticamente, não divergiram. Para múltiplos obteve-se que tanto para a velocidade 3, com média de 3.55%, para a velocidade 5, com média 7.55%, quanto para a velocidade 7, com média de 8.89%, os dados não divergiram estatisticamente. Para falhos, idem a múltiplos, obteve-se que tanto para a velocidade 3, com média de 19.33%, para a velocidade 5, com média 22.22%, quanto para a velocidade 7, com média de 28.22%, os dados não divergiram estatisticamente. Outro fator a ser levado em consideração quanto as velocidades é o número de plantas por HA, para a velocidade 3, foi igual a 54.614 plantas, para a velocidade 5, foi de 55.859 plantas e para a velocidade 7, obteve-se uma queda visivelmente significativa e obteve-se 52.873 plantas. Com isso podemos concluir que a melhor velocidade para as condições do experimento é a velocidade 5 km.h-1, por este, não divergir da velocidade 3, a qual apresentou a maior média de aceitáveis, e ser mais rápido, enquanto a velocidade 7 apesar de ser rápida e não ter divergido da 5, divergiu da 3, assim diminuindo significativamente o número de plantas com espaçamento aceitáveis.

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