Última alteração: 16-10-2025
Resumo
Doenças fúngicas como oídio, ferrugem e manchas foliares comprometem o rendimento do trigo, justificando a busca por manejos eficazes e sustentáveis. Este estudo tem como objetivo avaliar a performance de diferentes fungicidas químicos, biológicos e associações no controle das principais patologias que afetam o ciclo produtivo do trigo. A metodologia emprega um controle biológico (B), composto por um consórcio de microrganismos, incluindo Trichoderma harzianum, Bacillus pumilus, B. subtilis e B. amyloliquefasciens. Este controle biológico é testado em associação com duas bases químicas distintas: a Base 1 (Fenpropimorfe [750 g i.a. ha⁻¹] + Trifloxistrobina [75 g i.a. ha⁻¹] + Tebuconazol [150 g i.a. ha⁻¹]) e a Base 2 (Tetraconazol [98,9 g i.a. ha⁻¹] + Trifloxistrobina + Tebuconazol). O experimento foi conduzido em um delineamento de blocos casualizados, com 11 tratamentos e 4 repetições. Os tratamentos consistiram na avaliação das bases de forma isolada, em combinação com o controle biológico (B), e também com a adição do fungicida multissítio Mancozeb (2250 g i.a. ha⁻¹), tanto em sua forma pura quanto associado a (B). Um tratamento adicional com Trifloxistrobina + Tebuconazol + Mancozeb também é incluído para comparação. As pulverizações, com doses baseadas nas recomendações dos fabricantes para cada produto, iniciam conforme limiares de severidade da doença, utilizando um pulverizador de CO₂ para aplicar um volume de calda de 150 L ha⁻¹. O estudo avalia semanalmente a severidade das doenças, do perfilhamento à colheita, utilizando escalas percentuais específicas para cada patologia. A partir desses dados, calcula-se a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) para aferir a intensidade da doença e a eficácia de cada tratamento. A análise de rendimento determina a produtividade em kg ha⁻¹, após colheita, trilha e limpeza dos grãos, e também o peso de mil grãos. A análise estatística será realizada pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Resultados preliminares, obtidos em oito avaliações, indicam que os tratamentos contendo Tetraconazol apresentam maior eficácia no controle de oídio. Observa-se que os agentes biológicos demonstram uma tendência de retardar o aparecimento de manchas foliares, sugerindo um efeito protetivo inicial. Conclui-se, parcialmente, que o controle de oídio demanda uma molécula química específica e de alta performance, uma vez que se constata falha de manejo em parcelas sem essa aplicação direcionada. A pesquisa prossegue com avaliações e análises pós-colheita para a validação final dos resultados e conclusões sobre as interações entre os manejos.