Última alteração: 16-10-2025
Resumo
A soja (Glycine max) é uma das principais culturas agrícolas do Brasil, com grande relevância econômica e social. O Rio Grande do Sul destaca-se como o quarto maior produtor nacional, com média de 13,7 milhões de toneladas no triênio 2020–2022. Apesar dessa expressiva produção, doenças fúngicas como ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), oídio (Microsphaera diffusa) e mancha-alvo (Corynespora cassiicola) representam sérios desafios ao cultivo, podendo reduzir significativamente a área foliar ativa e comprometer a produtividade, com perdas que podem chegar a 90% quando não são adotadas medidas adequadas de manejo. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência de diferentes fungicidas e metodologias de aplicação no manejo das principais doenças fúngicas da soja, buscando identificar os tratamentos mais eficazes na manutenção da sanidade foliar e no aumento do rendimento de grãos sob as condições edafoclimáticas do IFRS – Campus Sertão. O experimento foi conduzido na área experimental do IFRS – Campus Sertão, em delineamento de blocos casualizados com quatro repetições. Foram avaliados tratamentos contendo diferentes fungicidas, aplicados isoladamente ou em combinação, incluindo Mancozeb, Clorotalonil, Tebuconazol, Proticonazol e Impirfluxam. As variáveis analisadas compreenderam o índice de incidência foliar de doenças, determinado a partir de escala de severidade, a altura de plantas, o teor de umidade dos grãos, o peso de mil grãos e o rendimento de grãos por hectare. Após as avaliações, os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. Os resultados obtidos indicaram que não houve diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos para as variáveis analisadas, especialmente quanto à incidência foliar, peso de mil grãos e rendimento. Esse comportamento pode ser atribuído às condições climáticas observadas durante o experimento, as quais foram desfavoráveis ao desenvolvimento das doenças. Ainda assim, observou-se tendência de maior produtividade nos tratamentos Mancozeb + Proticonazol + Impirfluxam (2.359,99 kg ha⁻¹), Clorotalonil + Proticonazol + Impirfluxam (2.257,11 kg ha⁻¹), Proticonazol + Impirfluxam (2.094,11 kg ha⁻¹) e Mancozeb (2.075,67 kg ha⁻¹). A testemunha, com rendimento de 1.999,09 kg ha⁻¹, não diferiu estatisticamente dos demais tratamentos. Conclui-se que, embora as condições ambientais tenham limitado a expressão das doenças, a avaliação dos diferentes fungicidas permitiu identificar combinações promissoras para o manejo fitossanitário da soja, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis, produtivas e eficientes.