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Diferentes fungicidas e metodologias para o manejo de doenças na cultura da soja
Rafaela Acorsi Acorsi, Fernando Machado dos Santos, Cleiton Dallaqua Picoli, João Pedro Sassett, Jean Carlos Petrikoski, Hugo Bergmann Bergmann, Alan Victor Arnold, Roniel Lima da Silva

Última alteração: 16-10-2025

Resumo


A soja (Glycine max) é uma das principais culturas agrícolas do Brasil, com grande relevância econômica e social. O Rio Grande do Sul destaca-se como o quarto maior produtor nacional, com média de 13,7 milhões de toneladas no triênio 2020–2022. Apesar dessa expressiva produção, doenças fúngicas como ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), oídio (Microsphaera diffusa) e mancha-alvo (Corynespora cassiicola) representam sérios desafios ao cultivo, podendo reduzir significativamente a área foliar ativa e comprometer a produtividade, com perdas que podem chegar a 90% quando não são adotadas medidas adequadas de manejo. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência de diferentes fungicidas e metodologias de aplicação no manejo das principais doenças fúngicas da soja, buscando identificar os tratamentos mais eficazes na manutenção da sanidade foliar e no aumento do rendimento de grãos sob as condições edafoclimáticas do IFRS – Campus Sertão. O experimento foi conduzido na área experimental do IFRS – Campus Sertão, em delineamento de blocos casualizados com quatro repetições. Foram avaliados tratamentos contendo diferentes fungicidas, aplicados isoladamente ou em combinação, incluindo Mancozeb, Clorotalonil, Tebuconazol, Proticonazol e Impirfluxam. As variáveis analisadas compreenderam o índice de incidência foliar de doenças, determinado a partir de escala de severidade, a altura de plantas, o teor de umidade dos grãos, o peso de mil grãos e o rendimento de grãos por hectare. Após as avaliações, os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. Os resultados obtidos indicaram que não houve diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos para as variáveis analisadas, especialmente quanto à incidência foliar, peso de mil grãos e rendimento. Esse comportamento pode ser atribuído às condições climáticas observadas durante o experimento, as quais foram desfavoráveis ao desenvolvimento das doenças. Ainda assim, observou-se tendência de maior produtividade nos tratamentos Mancozeb + Proticonazol + Impirfluxam (2.359,99 kg ha⁻¹), Clorotalonil + Proticonazol + Impirfluxam (2.257,11 kg ha⁻¹), Proticonazol + Impirfluxam (2.094,11 kg ha⁻¹) e Mancozeb (2.075,67 kg ha⁻¹). A testemunha, com rendimento de 1.999,09 kg ha⁻¹, não diferiu estatisticamente dos demais tratamentos. Conclui-se que, embora as condições ambientais tenham limitado a expressão das doenças, a avaliação dos diferentes fungicidas permitiu identificar combinações promissoras para o manejo fitossanitário da soja, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis, produtivas e eficientes.

 


Palavras-chave


Tratamento;produtividade;sustentabilidade