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Prática esportiva, funções executivas e níveis de ansiedade em alunos do Campus Sertão: uma proposta de avaliação ao longo do tempo
Dionatan Cecconello, Larissa Wagner Zanella

Última alteração: 16-10-2025

Resumo


A prática regular de exercícios físicos tem sido amplamente reconhecida como fator determinante para o desenvolvimento integral dos adolescentes, abrangendo não apenas aspectos físicos, mas também cognitivos, emocionais e sociais. No entanto, a forma como esses aspectos são apresentados ao longo da adolescência ainda merece estudo. Portanto, este estudo teve como objetivo iniciar a descrição e identificação dos níveis de proficiência motora, funções executivas e nível de medo de alunos de treinamento esportivo regular. Aproximadamente, 80 estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Campus Sertão, distribuídos igualmente entre meninos e meninas, com idades entre 15 e 18 anos. Além disso, a amostra foi subdividida em praticantes e não praticantes de atividades esportivas. Todos os participantes foram avaliados:: (1) em proficiência motora, Bruininks-Oseretsky Test of Motor Proficiency, 2nd Edition (BOT-2), versão Short Form; (2) em funções executivas, teste de atenção por cancelamento e teste de trilhas; (3) anamnese para caracterização da amostra; e (4) para identificação de avaliação negativa, escala de medo de avaliação negativa (versão curta) adaptada para o contexto de educação física e esportes. Após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do IFRS e da Plataforma Brasil, os participantes foram convidados a participar do estudo, condicionados à apresentarem o termo de consentimento formal de seus responsáveis. O grupo de alunos praticante, fazia parte de um programa esportivo institucional que promovia dois encontros semanais (120 minutos) com modalidades esportivas coletivas e individuais. As coletas de dados estão programadas para acontecerem a cada seis meses e, até o momento, uma coleta inicial foi finalizada. Os resultados deste estudo, possibilitarão uma análise em relação a proficiência motora, funções executivas, atenção, velocidade de processamento e medo em lidar com opiniões externas. Segundo a literatura, sugere-se uma associação positiva entre a vivência esportiva regular e melhores índices de proficiência motora, com provável influência sobre o desenvolvimento das funções, no entanto, ainda requerem investigação mais aprofundada. A continuidade da pesquisa, com novas coletas e análises comparativas, será fundamental para consolidar evidências e compreender de forma mais ampla como a atividade física influencia o desenvolvimento motor e cognitivo de adolescentes, fornecendo subsídios para a valorização de políticas educacionais que integrem o esporte à formação integral dos estudantes.

Palavras-chave


Atividade física; Funções executivas; Desempenho motor.