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Germinação de sementes e desenvolvimento de plantas de Passiflora elegans Mast. (Passifloraceae), em diferentes tratamentos
Rafaela Schmittz Irschlinger, Juliana Márcia Rogalski, Leonardo Ecco Dupont, Fabiane Rugiski, Letícia Franco Hochmann, Denise Bilibio

Última alteração: 16-10-2025

Resumo


A liana Passiflora elegans Mast. (maracujá-de-estalo) é nativa do Brasil e apresenta folhas e flores com grande beleza e frutos de sabor agradável. Este estudo objetivou avaliar a germinação de sementes e o desenvolvimento das plantas de P. elegans, provindas de diferentes tratamentos. As sementes (n = 1.600) foram extraídas de 200 frutos, coletados nos municípios de Ibiaçá e Sertão (RS). A germinação foi conduzida em delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema fatorial 2x4, totalizando 8 tratamentos, sendo dois substratos (areia e vermiculita) e quatro embebição: 1) água destilada; 2) ácido sulfúrico (H₂SO₄ 80%); 3) nitrato de potássio (KNO₃ 0,1%); e 4) ácido giberélico (GA₃ 500 mg L⁻¹). O tempo total de embebição das sementes foi de 48 horas por tratamento. Cada tratamento continha quatro repetições com 50 sementes, totalizando 200 sementes. As sementes foram semeadas em bandejas de poliestireno, contendo 200 células cada. Após a germinação, as plantas foram transplantadas para vasos plásticos, contendo composto orgânico como substrato. As sementes e as plantas foram mantidas em casa de vegetação, com temperatura controlada (25°C) e irrigação diária. A porcentagem de germinação (%) e o desenvolvimento das plantas foram acompanhados semanalmente, durante 24 meses. Os dados de germinação foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e ao o teste Tukey de comparação de médias, com α = 0,05. Em relação ao desenvolvimento das plantas (n = 110), foram avaliados: altura, com fita métrica; diâmetro, com paquímetro digital (resolução de 0,001 mm), ambos em milímetros (mm); e número de folhas. Os dados obtidos foram analisados por meio de médias mensais ± intervalo de confiança. As maiores porcentagens de germinação ocorreram em: KNO₃ 0,1% e vermiculita (35%); e em GA₃ 500 mg L⁻¹ e vermiculita (34,5%). Em geral, após 24 meses de desenvolvimento, as plantas mostraram, em média, 264 ± 112 folhas, altura de 2.040 ± 14,5 mm e diâmetro de 11,41 ± 0,65 mm. As plantas atingiram maior tamanho (número de folhas, altura e diâmetro) em GA₃ 500 mg L⁻¹ e vermiculita, e tiveram pior desempenho em KNO₃ 0,1% e areia. No geral, semeadura em vermiculita germinou mais e tenderam a ser mais desenvolvidas que em areia, possivelmente pela sua capacidade de retenção de água. Portanto, destacaram-se os tratamentos GA3 500 mg L⁻¹ e KNO₃ 0,1%, ambos em vermiculita, para germinação, e GA₃ 500 mg L⁻¹ em vermiculita para o desenvolvimento de plantas, sendo indicados para o cultivo de P. elegans.


Palavras-chave


Espécie nativa; Maracujá-de-estalo; Recurso genético vegetal;