Última alteração: 16-10-2025
Resumo
A resistência de plantas daninhas resulta da pressão de seleção imposta pelo uso repetitivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação, favorecendo a sobrevivência de biótipos resistentes, o que compromete a eficácia do controle químico e impacta diretamente a produtividade agrícola. Essa problemática vem se tornando cada vez mais relevante em diferentes regiões agrícolas, exigindo estratégias que integrem ciência, prática e conscientização social para reduzir seus efeitos negativos. Este projeto de extensão tem como proposta principal unir pesquisa, ensino e comunidade, por meio de ações articuladas que permitam identificar as espécies de plantas daninhas resistentes mais frequentes na região de estudo, mapear sua distribuição espacial em áreas cultivadas e compreender os fatores que favorecem sua disseminação. Para isso, serão realizados levantamentos de campo, coleta de amostras e georreferenciamento, permitindo a construção de um banco de dados atualizado e acessível aos agricultores e técnicos locais. Além da produção de informações técnicas, a iniciativa possui forte caráter educativo. Serão promovidas palestras, minicursos, oficinas e a elaboração de materiais didáticos, de forma a difundir conhecimentos práticos sobre manejo integrado de plantas daninhas. As atividades contemplam recomendações sobre rotação de culturas, alternância de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, uso de práticas mecânicas e culturais complementares e conscientização quanto ao uso racional de defensivos agrícolas. Os impactos esperados incluem a redução de custos de produção, a preservação da eficácia dos herbicidas disponíveis, o retardamento da evolução da resistência e a promoção da consciência ambiental. Dessa forma, a atividade extensionista cumpre papel estratégico ao conectar ciência e prática agrícola, fortalecendo a sustentabilidade produtiva e contribuindo para a formação crítica e cidadã de estudantes, técnicos e agricultores envolvidos.