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Bosque educação popular e reforma agrária: conscientização e modificação
Manuella dos Santos Villanova, João Carlos Ruszczyk, Keli Strada, Leandro da Silva Friedrich, Pedro Henrique Trevisan da Rosa, Susana Nascimento Ferreira

Última alteração: 15-10-2025

Resumo


O projeto "Bosque da Educação Popular e da Reforma Agrária", iniciado em 2022, com convênio entre Instituto Educar e IFRS – Campus Sertão, tem como propósito práticas agroecológicas, educação popular e restauração ambiental. Os pressupostos estão inspirados nos sistemas agroflorestais e no método Miyawaki, transformando a teoria em prática em um espaço de convivência e aprendizagem, fortalecendo vínculos de pertencimento e sustentabilidade. A metodologia adotada foi o plantio de espécies nativas em alta densidade, associado a práticas de manejo, como o preparo do solo, a adubação verde e orgânica, o controle de insetos nocivos, podas e registros de desenvolvimento. Em 2025, o projeto foi desenvolvido nas comunidades Fag-è, Guarani, Quilombola e no campus IFRS-Sertão, com a consolidação da área 02 do bosque, com encontros quinzenais (bolsistas) dos projetos, aulas práticas (discente-práticas orientadas) e a divulgação dos resultados em site dos projetos. Entre os objetivos, destacam-se a recuperação de áreas degradadas (área 01 do bosque), o aumento da biodiversidade, a criação de ecossistemas sustentáveis e a integração entre teoria e prática. Contudo, o projeto enfrentou dificuldades: o solo inicial estava degradado (área 01), os pomares foram considerados improdutivos (área 01 e 02) e houve resistência estudantil, marcada por visões limitadas que classificavam a proposta como "alheia à área agrária". Em 2025, o projeto recebeu uma bolsa, mas não recursos para manejos, o que expõe uma contradição institucional, reconhece-se sua relevância acadêmica, mas não se garante o apoio necessário à sua execução. Em 2024 e 2025 ocorreu o plantio de espécies nativas (área 02), a criação de hortas escolares, fruto das parcerias com as comunidades Fag-è e Guarani, a doação de frutas para escolas e comunidades (ano de 2024 foram colhidos cerca de 2000 kg de citrus, em 2025 a produção passou para cerca de 7000 kg), apontando para a recuperação do solo e produtividade e a expansão para a área 02 (plantio de 200 mudas nativas) e o maior envolvimento dos alunos. O projeto se consolida como integração entre agroecologia, educação popular e restauração ambiental,  mesmo com a falta de apoio financeiro, se estruturou como espaço de prática, demonstrando que a teoria aplicada de forma crítica gera resultados. O projeto repassou na forma de doação para escolas e o hospital de Sertão o equivalente a três vezes o valor já investido nos anos de 2022, 2023 e 2024.

 


Palavras-chave


Restauração ambiental; Agroecologia; Educação.