Última alteração: 16-10-2025
Resumo
O projeto “Agroecologia, Educação Ambiental e Quintais Produtivos”, realizado na Comunidade Quilombola da Arvinha, Sertão (RS), tem suas origens do projeto “Bosque: Educação Popular e Reforma Agrária”, desenvolvido no Campus Sertão. A iniciativa configura-se como uma ação voltada à implementação, desenvolvimento, pesquisa e consolidação de territórios produtivos e áreas verdes em pequena escala, concebidos como espaços de convivência e valorização da diversidade, além de buscar a construção da autonomia e sustentabilidade na comunidade. Sua base conceitual e metodológica apoia-se em experiências consolidadas de Sistemas Agroflorestais (SAFs), amplamente documentadas pela EMBRAPA, por organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Além disso, incorpora as propostas de miniflorestas desenvolvidas pelo botânico japonês Akira Miyawaki. A partir desse referencial, o projeto adota abordagens integradas, como Agroecologia, Permacultura, Sistemas Agroflorestais e Quintais Produtivos, buscando romper com a lógica produtivista da agricultura convencional e propor alternativas sustentáveis, socialmente justas e ambientalmente integradas aos contextos locais. Com propósito de promover a autonomia produtiva para seus sustentos e incluir socialmente a comunidade, buscando mostrar os saberes institucionais e revigorar os saberes tradicionais locais, incorporando uma perspectiva interativa e crítica, orientada pelos fundamentos de soberania alimentar, restauração ecológica e consolidação dos vínculos sociais na coletividade. A abordagem do projeto compreende encontros mensais com temas que integram conhecimentos técnicos e saberes tradicionais, promovendo o diálogo entre teoria e prática. A comunidade tem o papel central das atividades, sendo composta por 11 núcleos familiares. Essa perspectiva valoriza o agroecossistema como um modelo resiliente, capaz de manter o equilíbrio ecológico e favorecer a convivência entre espécies, com foco na conservação e diversificação biológica. As etapas envolvem formação, planejamento e monitoramento, priorizando o trabalho coletivo, neste ano tendo a implantação de novas mudas e aquisição de uma roçadeira para manejo agroflorestal, para os próximos anos, a continuidade das ações e a prática de experiências revelam-se fundamentais para a sustentabilidade do projeto e para a ampliação de seus impactos. Ao fortalecer os processos já iniciados e investir na qualificação técnica e educativa da comunidade envolvida, espera-se garantir a permanência dos resultados alcançados e fomentar novas práticas alinhadas ao desenvolvimento ecológico, cultural e produtivo. Assim, o projeto poderá consolidar-se como uma referência em iniciativas integradas de agroecologia e educação ambiental, contribuindo de forma efetiva para a autonomia das famílias e a preservação dos territórios, além de fazer parte de um conjunto de 04 projetos que trabalham de forma integrada.