Portal de Eventos do IFRS, 7º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SICT)

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Resgatando protagonismos no IFRS - campus Osório: as práticas reguladoras do gênero como agentes na identidade das mulheres na Informática
Milena Silva Braga, Kathlen Luana de Oliveira, Bruna Flor da Rosa

Última alteração: 14-12-2018

Resumo


Muitas mulheres realizaram grandes feitos na ciência da computação: Ada Lovelace, primeira programadora; Margaret Hamilton, que levou o homem a Lua com o Apollo 11; Grace Hopper, criadora da linguagem Flow-Matic - que serviu como base ao COBOL -; Carol Shaw, primeira mulher na indústria de Games. Contudo, com a valorização da área, as mulheres foram relegadas a funções de menor valor e invisibilidade. Essa realidade é evidenciada pelo decréscimo da participação das mulheres nos cursos de computação a partir da década de 80 (NSF) e o mapeamento da área por Rapkievicz. Na atualidade, a computação ainda é predominantemente masculina. Partindo disso, esta pesquisa almeja debater essa realidade, articulando com experiências do IFRS - campus Osório. No campus Osório, são ofertados dois cursos na área da Ciência da Computação: o Técnico em Informática (TIEM) e o Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), onde existe perceptível disparidade numérica em relação aos gêneros. Nesse sentido, se faz necessário entender como a formação identitária feminina é condicionada e como/quais estruturas afetam o desenvolvimento das mulheres na computação. Saffioti e Rapkiewicz trazem fundamentação teórica necessária à pesquisa no que tange à compreensão dos conceitos violência de gênero e estruturação da área da informática, respectivamente. Na vertente de observações, a pesquisa busca compreender, a partir de Butler: como as estudantes de informática do IFRS campus Osório se enxergam dentro desse cenário? Como avaliam suas capacidades e como percebem estímulos ou dificuldades nas suas relações de aprendizagem? Esse trabalho consiste em uma pesquisa-ação e realiza um levantamento de dados, por meio de ações, observação e entrevistas, tendo como recorte as alunas dos cursos de Informática do campus Osório. Realizará-se análise estrutural dos dados coletados a fim de identificar assimetrias e práticas reguladoras do gênero no contexto do campus Osório. Por fim, se fará ações para a afirmação das identidades por meio de oficinas e rodas de conversa acerca da presença feminina no campo da Computação. Como resultados parciais, percebe-se que nas relações de aprendizagem do campus, as estudantes se autocompreendem como inferiores na construção do conhecimento. Dentre os resultados esperados, busca-se compreender mais como se dá esse processo e qual a relação dessa concepção com a formação identitária feminina, além da elaboração de estratégias para a ressignificação e reconquista do espaço. Salienta-se, aqui, que o projeto de pesquisa articula-se com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade (NEPGS) do campus Osório.


Palavras-chave


Mulheres; Informática; Protagonismo

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