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Fomento às ações das comunidades quilombolas de Viamão
Última alteração: 10-03-2025
Resumo
O projeto visa fortalecer comunidades que enfrentam vulnerabilidades decorrentes do racismo estrutural e da falta de políticas públicas efetivas. Inicialmente mencionamos que o Brasil é um país formado por seis biomas de características distintas. Ao observarmos o mapa do estado do Rio Grande do Sul, percebemos que em Viamão o território é composto 100% pelo bioma Pampa. Várias comunidades habitam estes biomas, por exemplo, os quilombolas. A região também abriga centros urbanos. Os grupos quilombolas e seus modos de vida possuem valor inestimável para a preservação dos biomas do RS, pois prezam pelo respeito a todas formas de vida. O meio ambiente é preservado quando territórios quilombolas estão protegidos, pois eles trazem uma visão que busca proteger a natureza. Diante da crise ambiental, o fortalecimento das práticas agroecológicas dos povos tradicionais é fundamental. Estes saberes não são devidamente valorizados, pois, vão contra o padrão de plantio convencional, que promove a concepção hegemônica de que o modelo de monocultura é o único sistema agrícola eficiente. Existe uma grande desvalorização no que diz respeito ao modo de vida dos quilombolas, cujas formas de cultivo diversificadas são frequentemente invisibilizadas pelo mercado agrícola dominante. O projeto visa promover o fortalecimento social, cultural e econômico, além de auxiliar no desenvolvimento territorial e a geração de renda nas comunidades quilombolas de Viamão. Essas iniciativas buscam garantir a preservação da identidade e cultura quilombola, além de auxiliar para atingirem os direitos fundamentais como acesso à terra, educação, saúde, saneamento e condições dignas de vida. As comunidades quilombolas receberam este ano o valor de dois mil e quatrocentos reais do PAIEX para despesas, manutenções e investimentos para suas demandas. A utilização do recurso é debatida com a comunidade em reuniões. Em uma destas reuniões na Comunidade Quilombola Peixoto dos Botinhas, juntamente com algumas lideranças do quilombo da Anastácia e Cantão das Lombas, foi possível ouvir relatos a respeito de problemas enfrentados pelos moradores, dentre eles sobre a preocupação e instabilidade que têm e sentem em relação a perda de seus terrenos e sobre a falta de políticas públicas para atender necessidades básicas. Nos quatro anos de atuação do projeto, o IFRS auxilia em necessidades que deveriam ser garantidas pelo Estado, através da prefeitura. Por exemplo, o recurso foi utilizado para a reforma da sala de atendimento médico, melhorias no espaço de cultivo, aquisição de mudas e insumos para o plantio, melhorias da sede para a festa de São Benedito, que ocorre anualmente. O projeto foi responsável pela construção do Fórum das comunidades quilombolas de Viamão, um espaço de articulação entre os quilombolas, o IFRS e outras entidades da sociedade civil. Por fim, o projeto se dedica a encaminhar as demandas das comunidades para os setores e entidades responsáveis.
Palavras-chave
Meio Ambiente, Comunidade Quilombola; Políticas; Públicas
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