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Do IFRS para o mundo: uma experiência no Instituto Politécnico de Bragança - Portugal
Giulia Gonçalves da Silva, Giulia Gonçalves da Silva

Última alteração: 18-02-2025

Resumo


O programa de Mobilidade Estudantil oferecido pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) para o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é ofertado anualmente aos alunos dos cursos de graduação do IFRS e, no ano de 2023, tive a oportunidade de me inscrever e ser selecionada para participar, o que foi a realização de um sonho tanto pessoal quanto acadêmico. A chegada à cidade de Bragança, localizada no norte do país, e ao IPB foi com uma ótima recepção, visto que, por ser uma instituição internacional que recebe alunos de vários lugares do mundo, o IPB organiza uma semana inteira de atividades de ambientação, como reuniões com o diretor geral, diretor de cada curso, passeio pelo campus e também pela cidade e festividades de início de semestre letivo de interação entre os alunos. O início das aulas ainda é um pouco conturbado devido à mudança de horários dos componentes curriculares e da organização da grade curricular de cada aluno, uma vez que nós alunos de mobilidade, na maioria das vezes, não selecionamos as disciplinas do mesmo semestre, o que acaba gerando conflito nos horários. Como estudante de Licenciatura em Matemática no IFRS, acabei optando por me matricular em disciplinas dos cursos de Licenciatura em Educação Básica e também do Mestrado em Educação Social, onde pude estar em contato com alunos de outros países, com outras culturas e idiomas. As aulas e os professores eram tranquilos de acompanhar e pude estar em meio a metodologias de ensino diferentes das que estava acostumada, o que me despertou o interesse em pesquisar mais sobre e incorporar na minha identidade profissional. Os conteúdos de matemática desenvolvidos nas disciplinas contribuíram muito para a minha formação, uma vez que pude aprender a ensinar conteúdos básicos e com recursos simples, que não pude ver até então na minha graduação, o que acabou por complementar a minha formação. Ainda, destaco a experiência de realizar uma disciplina a nível de mestrado na área de Educação Social, onde também tive um ganho profissional pois pude estar em um curso que apesar de ser diferente, tem muita relação com o meu curso de origem. Esta experiência, além de complementar minha formação como futura professora de matemática, também me fez crescer como indivíduo, desenvolvendo minha autonomia, criticidade, segurança e o desejo de ir além para fazer coisas grandes pela educação.

Palavras-chave


Mobilidade Estudantil; Portugal; Educação; Licenciatura em Matemática

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