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Uma forma dinâmica e interativa de aprender Matemática através do jazz dance
Última alteração: 26-02-2025
Resumo
O projeto denominado "Uma forma dinâmica e interativa de aprender Matemática através do jazz dance" conta com a coordenadora, professora de matemática, duas estudantes do ensino médio integrado, a voluntária em administração, e a bolsista em informática, além da voluntária de licenciatura em matemática e da pós graduação, tem parceria com o grupo de pesquisa Matemática e suas Tecnologias (MATEC) do IFRS - Campus Osório. Este trabalho aborda sobre a dança jazz dance, tendo como objetivo desenvolver uma ou mais atividades didáticas deste estilo de dança que proporcionem a aprendizagem da matemática, visando uma forma mais dinâmica e interativa de aprender, pois a dificuldade de aprender Matemática é um problema que atinge especialmente os estudantes na Educação Básica, além de quebrar estereótipos sobre a matemática não ter relação com as diversas formas de expressão. Esta dinâmica foi realizada através de 3 oficinas em escolas públicas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, atingindo nosso objetivo de mais de 100 estudantes, sendo oitavos e nonos anos do ensino fundamental e primeiros e terceiros anos do ensino médio, totalizando 119 alunos, com o apoio 9 professores de matemática e 1 de história. Sendo proposta por meio de um material digital feito com slides, que continham sequências dos passos em GIFs com música, além do material impresso com desenhos e o algoritmo de cada passo selecionado, abordando conteúdos matemáticos e o pensamento computacional. Além disso, ao decorrer do projeto, utilizamos como metodologia leituras em artigos científicos e entrevistas com professores de dança e dançarinos da região do Litoral Norte, estudando o que há de matemática na dança e a sua origem. A outra fase das oficinas com novas atividades agora pontuadas em conteúdos específicos de matemática como plano cartesiano, estudo de funções e elementos da geometria, ainda em desenvolvimento, mas já criadas as propostas pelas estudantes do ensino médio, orientada pela coordenadora aos professores das escolas, e três professores (de duas das escolas que realizamos oficinas) já realizaram em suas aulas com 6 turmas (2 de nono ano, e 4 de primeiro e terceiro ano do médio), sendo 172 estudantes, pois estavam exatamente nos conteúdos contemplados. Os registros são de encantamento, curiosidade e de que a matemática é uma forma de se comunicar, além de entender conceitos que estão ali e nem sempre percebemos. A dificuldade dos estudantes com a lateralidade é vista como algo importante ao contemplar a geometria e o pensamento computacional na sequência de passos de dança.
Palavras-chave
Matemática; Dança; Práticas investigativas
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