Portal de Eventos do IFRS, 8º SALÃO DE PESQUISA, EXTENSÃO E ENSINO DO IFRS

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Quantificação dos compostos fenólicos de folhas e frutos de Passiflora elegans Mast. (Passifloraceae)
Maísa Naeher, Juliana Marcia Rogalski, Talissa Baroni, Angela Julia Dorn, Luis Henrique Rigo, Eduardo Bedin Pasquetti, Taíssa Fahl, Fabrício Fiebig de Paz

Última alteração: 22-12-2023

Resumo


A liana Passiflora elegans Mast. (maracujá-de-estalo) é nativa do Brasil e possui alto potencial alimentar e ornamental, sendo utilizada em várias regiões do país. Os fenóis e flavonoides são produtos do metabolismo secundário das plantas, que atuam na inibição de radicais livres em excesso, prevenindo efeitos nocivos do estresse oxidativo no organismo humano. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi quantificar os compostos fenólicos totais (fenóis e flavonóides) das folhas e dos frutos de P. elegans. Folhas e frutos foram coletados de 10 indivíduos de P. elegans, no município de Ibiaçá (RS). As folhas foram higienizadas e secas em estufa de circulação de ar (MarqLabor, NBR ISO/TEC: 17025) por 44 horas, em temperatura de 40ºC.  Posteriormente, foram trituradas em moinho e preparados extratos na concentração de 1 mg mL-1. Para avaliação dos frutos foram preparados extratos etanólicos, com  polpa e sementes não trituradas, tendo etanol 70% como solvente, na concentração de 100 g.L-1. Todas análises foram conduzidas no Núcleo de Experimentação e Estudos Analíticos, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Sertão. A análise de fenóis totais foi embasada no método de Folin-Ciocalteau, com leitura em espectrofotômetro de massa (760 nm), sendo os resultados expressos em grama (g) de ácido gálico equivalente (AGE), em 100 gramas de amostra. A quantificação de flavonoides totais baseou-se em curva padrão de catequina, com leitura espectrofotométrica (510 nm), sendo os resultados expressos em gramas de catequina equivalente (CE), em 100 gramas de amostra. Considerando os fenóis totais, em 100 g de amostras, as folhas apresentaram, em média, 2,18 g de AGE, variando entre 1,92 e 2,45 g de AGE, e os frutos apresentaram, em média, 0,05 g de AGE, variando de 0,049 a 0,057 g de AGE. Em relação aos flavonóides, em 100 g de amostra, as folhas apresentaram, em média, 0,78 g de CE, variando de 0,64 a 0,93 g de CE, e os frutos tiveram média de 0,02 g de CE, variando entre 0,016  e 0,022 g de CE. Em relação a outras espécies de Passiflora (P. tenuifila, P. setacea, P. edulis, P. alata) os valores registrados, nesse estudo, para flavonóides nos frutos e folhas são um pouco menores. Os resultados da quantificação de compostos fenólicos nas folhas e frutos de P. elegans, evidenciam o potencial da espécie como recurso alimentar e medicinal. Elucidar o potencial medicinal de plantas nativas, como P. elegans, além de confirmar saberes populares, torna-se essencial para aumentar o uso de espécies nativas e desenvolver novos fitoterápicos e cultivos com a flora nativa brasileira.

Palavras-chave


Maracujá-de-estalo, Fitoquímicos, PANC

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