Portal de Eventos do IFRS, 7º SALÃO DE PESQUISA, EXTENSÃO E ENSINO DO IFRS

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Identificação, estudo e desenvolvimento de ações de preservação das abelhas nativas e da flora meliponícola do IFRS Campus Rolante
Érika Guth, Gabriela Javornik Barroso, Adriana Regina Corrent, Juliete Maria Frighetto, Bruna Eduarda Panichi

Última alteração: 21-11-2022

Resumo


As abelhas nativas sem ferrão (meliponídeos), representam seres de significativa importância, que contribuem na manutenção da biodiversidade, dos ecossistemas naturais e melhoram a eficiência dos cultivos, através da polinização de plantas e culturas garantindo benefícios ambientais e econômicos. O IFRS-Campus Rolante, abrange uma extensa área de mata nativa, culturas implantadas e em implantação, apresentando uma ampla e variada flora com potencial meliponícola. Através do levantamento, conhecimento e estudo da flora e das espécies de meliponídeos presentes, serão adotadas medidas benéficas às abelhas possibilitando a criação de programas de manutenção, preservação e multiplicação. A pesquisa objetivou a caracterização das espécies de abelhas nativas encontradas no IFRS-Campus Rolante, com a finalidade de observar e estudar as suas particularidades. Também foi realizado o levantamento da flora meliponícola presente na instituição, com o propósito de realizar a sua expansão, além da coleta das plantas para a confecção de uma coleção da flora meliponícola (Herbário Botânico). Ainda, nas áreas do campus, foram distribuídas iscas visando a captura de enxames para a implantação de um meliponário científico educativo. Para o desenvolvimento da pesquisa, inicialmente observamos a flora disponível no IFRS Campus Rolante em diferentes horários do dia, coletando e identificando as abelhas presentes. A flora meliponícola também foi analisada, coletada e identificada. Além disso, realizou-se o mapeamento de locais estratégicos (próximos à mata nativa ou à flora meliponícola) para implantação de ninhos-iscas. Os ninhos-iscas foram confeccionados manualmente utilizando garrafas pet, sacos plásticos de cor preta e jornal. As soluções atrativas colocadas nas iscas foram preparadas com álcool, própolis e ceras de colmeias de abelhas sem ferrão. A cada 15 dias realizou-se a verificação e manutenção das iscas. A partir das observações realizadas até o momento, foi possível identificar abelhas da espécie Plebeia droryana (Mirim-droriana) e Tetragonisca angustula (Jataí) coletando néctar e pólen de flores de Raphanus sativus (nabo forrageiro) e Vicia sativa (ervilhaca); e a espécie Trigona spinipes (Irapuá) realizando coleta nas plantas Rhododendron simsii (azaleia), Dombeya wallichii (astrapéia), Calendula officinalis (calêndula) e Tropaeolum majus (capuchinha). Até o presente momento, não houve captura de enxames através dos ninhos-iscas. Diante dos resultados apresentados podemos determinar a existência de diferentes espécies de abelhas sem ferrão explorando os recursos florais presentes no nosso Campus. Apesar das crescentes ameaças à vida das abelhas, projetos como esse reforçam a importância da realização de estudos e pesquisas na área, objetivando o desenvolvimento de ações que contribuam para a conscientização, preservação, multiplicação e manutenção da biodiversidade da região.


Palavras-chave


Abelhas sem ferrão; Meliponário; Biodiversidade

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