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Fake science: investigando as aprendizagens (re) produzidas na mídia brasileira durante as pandemias da gripe espanhola (1918) e COVID - 19 (2020) enfocando as potencialidades e desafios para o ensino de Ciências da Natureza
penelope molina zytkuewisz, Liliane Madruga Prestes

Última alteração: 22-11-2021

Resumo


O projeto de pesquisa buscou aprofundar os estudos acerca dos impactos da mídia nos processos de divulgação científica, em particular, mediante um comparativo enre a pandemia conhecida como "gripe espanhola" e a COVID-19. O objetivo foi promover a ampliação de estudos mediante a investigação e problematização de conteúdos (re) produzidos e veiculados artefatos culturais (jornais impressos e sites da internet), em particular, no contexto brasileiro. A metodologia adotada foi de caráter qualitativo, incluindo pesquisa bibliográfica e documental, a qual constou de revisão de literatura a partir de análise de artigos que fizeram o comparativo entre a gripe espanhola veiculada na imprensa durante o ano de 1918 em jornais de grande circulação à época (a saber, O Estado de São Paulo e Jornal do Commercio), os quais estão disponibilizados no site da Hemeroteca Nacional. Paralelo a isso, analisamos os conteúdos de notícias veiculadas na internet, as quais foram conferidas por sites de duas organizações sendo um governamental e outra da sociedade civil. No caso, optamos pelos sites do Ministério da Saúde e do Portal G1, uma vez que ambos possuem a categoria Fato ou Fake, na qual apresentam a chekagem de notíciais veiculadas sobre a pandemia da COVID-19. Os dados produzidos neste estudo revelam que em ambas as pandemias de 1918 e a atual da COVID-19, a falta e/ou informações equivocadas por parte da população é um fator que corrobora tanto para a propagação da doença quanto impacta de forma negativa na adoção de políticas voltadas à prevenção e combate. Por exemplo, citamos a desinformação e/ou equívocos veiculados sobre a eficácia das vacinas, sobre protocolos para controle de contágio e tratamentos. A veiculação de notícias falsas corrobora para a ineficácia das formas de prevenção e/ou tratamento, impactanto as políticas de saúde coletiva. Com o advento da internet, presenciamos um aumento gradativo do volume de informações e a propagação de Fake science relacionadas à COVID – 19, o que torna urgente e imprescindivel o investimento em políticas públicas que fortaleçam a produção e divulgação científica. Ressaltamos ainda a necessidade da articulação entre ciência, educação e tecnologia na promoção do acesso e democratizacão de conhecimentos, incluindo a problematização das fake sciencie difundidas por intermédio de diferentes artefatos (sites, jornais, etc.), os quais operam enquanto pedagogicas culturais.

Palavras-chave


Fake cience. Pandemia. Ensino de ciências.

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