Última alteração: 10-12-2025
Resumo
O morangueiro é uma cultura de grande relevância em todo o Rio Grande do Sul, especialmente na região dos Campos de Cima da Serra. Nos últimos anos, verificou-se uma migração do cultivo em solo para o cultivo em substrato, comumente realizado em sacos de cultivo (slabs). Contudo, as calhas surgem como alternativa, uma vez que apresentam maior vida útil e melhor custo-benefício. O cultivo utiliza, em grande parte, mudas frigoconservadas (raiz nua), que muitas vezes atrasam o plantio e, consequentemente, a colheita, trazendo prejuízos ao produtor. Como alternativa, as mudas nacionais (de torrão) podem ser empregadas, embora ainda careçam de estudos específicos para a região. Já os bioestimulantes, como a quitosana, atuam na atividade metabólica e enzimática da planta, configurando-se como opção ao uso excessivo de agrotóxicos, mas sua aplicação no morangueiro demanda mais pesquisas. Nesse contexto, destaca-se o papel da Monitoria de Apoio Técnico, cujo objetivo é dar suporte e auxiliar na manutenção das unidades didáticas e experimentais da instituição. Assim, este trabalho apresenta a contribuição dos monitores na área da pesquisa. O experimento teve início em 2023, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Vacaria. Com o auxílio dos monitores, foi instalado um abrigo coberto por polietileno, contendo três bancadas de cultivo (0,74 m de largura x 9 m de comprimento x 0,93 m de altura), cada uma com duas calhas paralelas (0,4 m x 9 m) separadas por 0,34 m. As bancadas, por sua vez, são espaçadas em 0,90 m e compostas por calhas de polietileno, preenchidas com substrato formado por casca de pinus, casca de arroz, cinza de arroz e composto classe A. O transplante das mudas ocorreu em 21 de junho de 2024, com espaçamento de 0,2 m entre plantas. Todos os tratos culturais, assim como os manejos diários e a aplicação das dosagens do bioestimulante por pulverização foliar — iniciada no período de floração e realizada quinzenalmente — foram conduzidos pelos monitores e bolsistas de pesquisa. Os resultados evidenciam que o papel dos monitores é essencial em todas as unidades didático-experimentais, tanto na construção quanto na manutenção, possibilitando o avanço científico e ampliando a oferta de aulas práticas nesses espaços. Essa atuação agrega conhecimento, melhora o desempenho acadêmico dos estudantes de cursos técnicos e superiores e fortalece a integração entre ensino e pesquisa.Conclui-se, portanto, que o projeto de Monitoria é fundamental para a consolidação das áreas experimentais, pois viabiliza a elaboração de novos estudos, incentiva a pesquisa aplicada e proporciona aos alunos a oportunidade de relacionar teoria e prática, participando ativamente na produção de novos conhecimentos.