Última alteração: 11-12-2025
Resumo
Devido ao crescente espaço das “políticas verdes” em todo o mundo, sobretudo no Brasil, houve a necessidade de investigar os vieses geopolíticos e questionar sua influência na sociedade civil brasileira, por parte do Prof. M.e. Anselmo Heidrich e seu discente Ruan Pablo Poletto. Para que então, após compreendidas tais políticas socioeconômico-ambientais fosse revelado não apenas suas potencialidades, mas também suas contradições que por vezes conflitam com setores produtivos do país.
O objetivo central do trabalho foi examinar como a geopolítica do ambientalismo influencia as práticas governamentais e a percepção social. Essa abordagem justificou-se pela relevância do tema, que se insere em um contexto global de redefinição de práticas sociais, econômicas e ambientais, mas que, ao mesmo tempo, apresenta contradições que dificultam a consolidação de políticas sustentáveis eficazes no país.
De início, antes de entender a geopolítica do ambientalismo no Brasil, é necessário entender o que é geopolítica e suas ações no cenário internacional. Por conta disso, os estudos começaram com base no livro “O Novo Mapa”, de Daniel Yergin, tendo de ser entregues resumos semanais de determinados capítulos e posteriormente revisados e comentados pelo docente.
Dessa forma, esse mesmo modelo de desenvolvimento foi aplicado a artigos, sobre o tema específico do projeto, o ambientalismo e seus efeitos sobre o domínio territorial. E seguiu assim: alternando entre resumos e revisões comentadas semanais de capítulos de livros e artigos, com foco na análise das relações entre geopolítica e políticas ambientais no Brasil, abrangendo tanto seus impactos sociais quanto os desdobramentos econômicos e políticos que condicionam sua implementação.
Essa metodologia possibilitou a construção de uma visão crítica, ao mesmo tempo fundamentada teoricamente e aplicada à realidade nacional, permitindo compreender como os discursos ambientais, embora carregados de potencial transformador, são frequentemente limitados por interesses estratégicos e disputas de poder.
Os resultados obtidos evidenciam que, apesar das promissoras perspectivas trazidas pelas políticas verdes, persistem entraves estruturais e contradições que comprometem sua efetividade, revelando a necessidade de aprofundar o debate e promover uma integração mais consistente entre sustentabilidade, desenvolvimento e soberania nacional.