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Intercâmbio e Iniciação Científica: horizontes ampliados na formação docente
Ana Paula Casa, Samantha Dias De Lima

Última alteração: 27-11-2025

Resumo


Este trabalho é um desdobramento dos investimentos realizados no Programa de mobilidade estudantil internacional no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) - Portugal, vinculado ao edital PROEX nº 11/2024. O intercâmbio realizado no Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, configurou-se como uma experiência formativa de grande relevância, que contribuiu para ampliar meus horizontes acadêmicos, profissionais e pessoais, ao possibilitar o contato com práticas escolares e acadêmicas distintas daquelas vivenciadas no Brasil. Essa vivência internacional favoreceu a compreensão de que a educação não se restringe a um espaço nacional, mas se constrói como um processo universal, permeado por diferentes culturas, metodologias e concepções pedagógicas. Ao observar o funcionamento das escolas portuguesas e dialogar com professores e pesquisadores daquele país, foi possível refletir sobre o papel das políticas públicas, da organização curricular e da valorização docente na efetivação do direito à educação. Essa experiência tornou evidente a importância da iniciação científica como parte estruturante da formação do pedagogo, pois a pesquisa, ao se articular com a prática, fortalece o olhar crítico e investigativo, permitindo compreender a realidade educacional em suas múltiplas dimensões. Nesse sentido, a iniciação científica não pode ser vista apenas como uma exigência acadêmica, mas como um exercício contínuo de análise, problematização e busca de respostas para os desafios enfrentados pela escola. O contato com diferentes perspectivas metodológicas, especialmente a análise documental, revelou-se fundamental para ampliar meu repertório investigativo e reconhecer que documentos, legislações e registros oficiais são fontes ricas para interpretar a história e as políticas educacionais. Além disso, a vivência em outro país possibilitou perceber como a pesquisa acadêmica pode aproximar culturas, construir pontes entre instituições e promover um diálogo profícuo entre diferentes concepções de ensino e aprendizagem. Estar inserida em um contexto internacional proporcionou não apenas a observação de novas práticas, mas também a vivência da diversidade cultural, fortalecendo a capacidade de adaptação, a escuta sensível e a valorização da pluralidade de saberes. Como considerações, aponto que a conjunção entre intercâmbio e iniciação científica ampliou a percepção de que a formação docente é um processo que vai além da sala de aula, envolvendo também a construção de uma postura reflexiva e crítica diante das transformações sociais, políticas e culturais que atravessam a educação. Essa experiência reafirmou que a pesquisa é um caminho para desenvolver autonomia intelectual, consolidar a identidade profissional e fortalecer o compromisso com uma prática educativa consciente e transformadora, capaz de dialogar com diferentes realidades e contribuir para o avanço do campo educacional de forma inovadora e comprometida com a justiça social.

Palavras-chave


Intercâmbio acadêmico; Investigação em educação; Experiência internacional

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