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Semeando Saberes: educação ambiental crítica para cidadania e valorização de conhecimentos sobre ervas medicinais
Última alteração: 22-12-2025
Resumo
O presente trabalho foi realizado no âmbito do projeto de extensão Semeando Saberes, que busca promover a valorização dos saberes populares tradicionais relacionados ao cultivo e à utilização de plantas medicinais, integrando práticas agroecológicas e educativas voltadas à Educação Ambiental crítica. A relevância da ação está associada à necessidade de ressignificar a relação entre seres humanos e natureza, diante da crescente industrialização da produção farmacêutica, de seus impactos ambientais e do alto custo dos medicamentos, fatores que reforçam a importância de alternativas naturais complementares aos tratamentos convencionais. Os saberes populares sobre os usos medicinais das plantas devem ser preservados por integrarem a cultura local e por representarem um patrimônio imaterial que conecta saberes ancestrais, práticas sustentáveis e alternativas de cuidado em saúde. O objetivo da ação consistiu na construção de um horto medicinal no Campus Farroupilha do IFRS. A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica em documentos e estudos científicos como a Cartilha das Plantas Medicinais do Rio Grande do Sul (Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul), da Farmacopeia Brasileira (Anvisa) e também o plantio de espécies medicinais selecionadas com base nos usos conhecidos e documentados. Em seguida, foi promovido o diálogo com a população local, por meio das mulheres representantes da Pastoral da Saúde, valorizando os saberes passados de geração em geração, promovendo práticas sustentáveis e reflexões sobre consumo consciente. O projeto tem apresentado resultados com a consolidação dos canteiros como espaço de cultivo de plantas medicinais em local de fácil visualização, onde o público interessado pode conhecer as plantas e compreender suas formas de uso terapêutico. As práticas agroecológicas utilizadas no espaço proporcionam uma conscientização sobre temas socioambientais para a transformação de atitudes e ética diante da relação do humano com o meio natural. A partir destas práticas, observou-se uma necessidade menor de manutenção dos canteiros devido aos benefícios do solo bem manejado e coberto por matéria orgânica. O projeto segue com perspectivas futuras de realização de oficinas com a comunidade externa, a escuta de saberes tradicionais e a elaboração de uma cartilha pedagógica para ampla divulgação ao público. Conclui-se que a ação contribui para a valorização cultural dos saberes populares relacionados ao uso medicinal das plantas, em consonância com estudos científicos. Ainda, o projeto possibilita uma formação cidadã e ambiental crítica, para além da simples preservação da biodiversidade, mas fortalecendo condutas ecológicas e a conscientização sobre usos medicinais de plantas, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas, especialmente saúde e bem-estar, educação de qualidade e cidades sustentáveis.
Palavras-chave
Educação Ambiental; Saberes Populares; Plantas Medicinais
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